11 afirmações sobre autismo que TODO MUNDO deveria saber

11 afirmações sobre autismo que TODO MUNDO deveria saber.


Oi gente, tenho ouvido e lido tantas coisas equivocadas sobre autismo por aí que resolvi escrever esse texto para esclarecer algumas idéias.

Esse texto é para dar uma noção geral a todos sobre autismo. Então se você gosta de mim ou gosta de alguém que é mãe ou pai de autista, eu peço para que compartilhe essas informações que vou dar hoje. Vamos informar o maior número possível de pessoas sobre o assunto.



Obs. Vejam como ele é carinhoso com a irmã. É a criança super difícil de lidar por causa das crises, mas é uma criança maravilhosa.

1- Autismo não é doença! Sei que as pessoas não falam por mal, mas é preciso aprender que autismo é uma condição neurológica, não é doença. Não tem cura. Não é contagioso. É somente o cérebro da criança que funciona de forma diferente.

2- Autismo não está na cara e todo autista é diferente. Nem sempre você vai olhar para uma criança e vai saber que ela é autista. Existem vários níveis de autismo e nem todos se parecem com o personagem do Rain Man.

3- Se existe suspeita existe a necessidade de investigar. Isso serve para tudo. Suspeitamos que a Mia tinha algum problema no quadril, investigamos e no final não era nada. Por isso cuidado com a frase “cada um tem seu tempo” – existe um limite máximo para cada fase de desenvolvimento. Se não for nada ótimo, mas é melhor investigar sempre.

4- Dependendo do grau e da intervenção precoce, o autista pode ter vida normal. Por isso o número 3 é importante.

5- Não estão surgindo mais autistas do que tinha antigamente. O que acontece é que os números de diagnósticos estão aumentando. Quando é autismo leve o diagnóstico é mais difícil. Acredito que muitos adultos nunca foram diagnosticados, muito menos que seus pais suspeitaram de alguma coisa. Essa mudança é boa porque nossas crianças poderão usufruir de uma intervenção precoce.

6- O autismo leve por vezes é mais preocupante porque os tutores acabam não procurando tratamento e sozinha, a criança pode não melhorar (ou até piorar).

7- Acha que o seu filho é autista mas não está conseguindo diagnóstico? Foca no problema. Se o problema é a fala, leva um uma fono. Se o problema é cortar o cabelo ou água no rosto, vai na terapeuta ocupacional etc. Mas claro, enquanto continua tentando o diagnóstico.

8- Tá nervosa (o) porque surgiu a mínima suspeita do seu filho ser autista? Calma! Leia os números 1, 2, 3 e 4 de novo!

9- Não diga “seu filho não parece ter nada” – no início já é muito difícil para os pais aceitarem que um filho tem autismo, quando ouvimos isso de outra pessoa fica mais difícil ainda. Precisamos de ajuda para aceitar a nova condição e não o contrário. E se a criança já tem o diagnóstico nem se tem mais o que falar.

10- Não diga para a mãe que ela é “mãe especial” muito menos que “Deus a escolheu”. Ser mãe especial não é um elogio, muito menos um carinho. É um fardo bem pesado. Eu sei que as pessoas não fazem por mal, mas ouvir isso não é legal.

11- Quando se referir a um autista use a palavra “atípico”. Crianças autistas não são anormais, não são doentes, eles são atípicos. Atípico x típico (e não anormal x normal). Palavras importam.

Meu objetivo é informar. Bora nos despir dos nossos pre conceitos e nos vestir de conceitos novos sobre autismo.

Bjs, Thaís Cardoso
Mamãe Tagarela

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