7 Dicas Valiosas Para os Primeiros Dias do Bebê em Casa

7 Dicas Valiosas Para os Primeiros Dias do Bebe em CasaDepois que o meu primeiro bebê nasceu e que eu senti na pele as dificuldades dos primeiros dias em ter um bebê em casa, eu refleti e resolvi escrever esse texto para tentar ajudar as recém mamães e futuras mamães a passarem por esse momento inicial que não é nada fácil.

1- Você vai precisar aceitar ajuda!
Como mãe de primeira viagem eu só entendi o quanto um bebê demanda atenção dos pais (principalmente da mãe se ela estiver amamentando) quando eu estava sentindo na pele. “Mas como pode? É só uma pessoa e nós somos dois!” Existe um ditado africado que diz que é preciso de uma tribo para cuidar de um recém-nascido e faz todo sentido.
Se você tiver uma situação financeira legal, contrate ajuda: seja para limpar a casa ou fazer comida. Qualquer ajuda é bem vinda pois você não vai ter tempo para limpar e muito menos para cozinhar. Acredite!
Se a sua situação não permite, então aceite qualquer ajuda que ofereçam: seja mãe, sogra, irmã, amiga etc. Querem levar um prato de comida? Aceite. Querem dar uma ajuda com a louça que está acumulada na pia? Aceite.
Ser mãe de um bebê pequeno é tentar arrumar tempo para comer, dormir, tomar banho e ir ao banheiro. Você não vai conseguir pensar em limpeza, lavar roupa, fazer comida. Passe essas tarefas adiante.

2- Ouça os conselhos, mas aprenda a filtrá-los.
A verdade é que nesse início acabamos aprendendo muito com a experiência das outras pessoas, pois ainda somos muito novas no assunto. O que você achar absurdo já descarte. O que parecer razoável talvez valha a pena tentar.
Todo mundo vai querer dar um conselho e tudo bem escutá-los, mas comece aprender a filtrar. Na dúvida peça opinião de outra pessoa.

3- Tenha uma amiga de confiança para desabafar.
Quando o bebê nasce é tudo muito difícil, mesmo quando aparenta estar tudo bem, os hormônios não ajudam. A queda brusca dos hormônios fazem com que o baby blues apareça e faça você chorar sem motivo aparente (o que é super normal).
Além disso sempre vai ter alguma situação ao longo da sua vida como mãe que você vai precisar de um ombro amigo para desabafar sobre as dificuldades e a maldita culpa materna, que acaba aparecendo em todos os lares.



4- Escolha um bom pediatra que te passe confiança.
Escolher o pediatra ideal não é fácil. Conheço várias mães que passaram na mão de vários até achar um pediatra para chamar de “seu”. Eu dei sorte e peguei a pediatra que fez o parto do meu filho e fiquei com ela até me mudar do Brasil (e sempre vou nela quando estou no Brasil visitando).
Para escolher um pediatra bom, peça ajuda para as amigas que já são mães. Se você é uma das primeiras a ter filho entre as suas amigas, peça ajuda nos grupos de maternidade. Procure saber a linha de pensamento dele. Talvez valha a pena ir numa consulta com ele antes mesmo do bebê nascer, só para conversar e conhecer melhor.
Da feita que você está certa da sua escolha, confie no seu pediatra. Porque não adianta comparar que o bebê de fulana está tomando vitaminas e o seu não, que o pediatra da cicrana falou para vacinar na clínica particular e o seu não. Isso de ficar comparando nos deixa loucas, então confie no seu pediatra.

5- Durma sempre que possível.
É cansativo ser mãe de bebê. Um pequeno ser que chegou ao mundo e troca o dia pela noite. Que quer mamar a cada 1h e isso significa não dormir de madrugada também. A casa está uma bagunça? Deixe para lá. Tem roupa para lavar? Deixe para lá. Aqui você vai voltar no item número 1 desse texto: peça ajuda! Contrate alguém para limpar e lavar a roupa (ou peça para alguém de confiança). Compre comida pronta ou peça par alguém trazer pelo menos uma refeição ao dia. Você não precisa e nem deve fazer isso tudo. Você precisa descansar para poder conseguir amamentar e ter paciência com o bebê. Então a regra é: bebê dormiu? Durma também!



6- Diga NÃO para as visitas.
A verdade é que pouca gente consegue lidar com essa situação. A maioria prefere não receber visitas em casa, mas apenas uma minoria consegue dizer não para os amigos e parentes.
O início com um recém-nascido em casa é muito difícil. Você tem uma pessoa que precisa de 100% de atenção, que não faz nada sozinho, que é uma pessoa que você ainda está conhecendo e as visitas começam a aparecer.
Muitos dias são tão intensos que não conseguimos nem trocar o pijama, pentear o cabelo, escovar os dentes. A partir dessa informação você já começa a entender que receber visita não é prioridade na vida de uma recém-mãe e de um recém-pai.
Eu optei por receber todo mundo no hospital para matar a curiosidade e em casa somente a partir do 2 mês de vida.
Saber dizer não à visita é muito importante. Impor esse tipo de limite é importante para a sua sanidade mental. As pessoas respeitaram a minha vontade. Na minha casa só apareciam meus pais e sogros que iam ajudar, levavam uma amida, ficavam com o bebê para eu poder descansar.

7 – Seja paciente na hora de amamentar.
Calma que amamentar não é automático, amamentar não é natural, amamentar não é fácil na maioria das vezes. O ideal é você se preparar para a amamentação antes mesmo do bebê nascer, fazendo um curso de amamentação. Mas se você já tem o bebê nos braços e não fez o curso, calma. Você pode contratar uma especialista em amamentação ou pode ir à um banco de leite para pedir ajuda caso precise. No Rio de Janeiro um Banco de leite muito bom é o Instituto Fernandes Figueira 
A verdade é que quase todos os problemas relacionados à amamentação tem solução e com a ajuda ideal você vai conseguir (e saia que contratar alguém sai mais barato do que pagar uma semana de lata de leite para o bebê).

 

Foto: PKU

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