Atypical – Série do Netflix Sobre Autismo – Opinião

Mal ouvirmos falar sobre essa nova sério do netflix sobre autismo chamada Atypical e já corremos para ver. Para quem não nos conhece, somos Thaís e Rafael, pais de um menino autista de 4 anos chamado Eric e somos vorazes por informação, lemos e vemos tudo o que tem pela frente acerca do assunto (e de outros assuntos). Já tivemos longas conversas com vários profissionais que trabalham com autistas e dessa vez não tinha como ser diferente: lá estávamos nós assistindo a primeira temporada de Atypical.

Atypical é uma série que fala sobre autismo, surgiu em 2017 e a primeira temporada tem 8 episódios. Sam, que é o personagem principal, é um adolescente de 18 anos que tem autismo (me parece ser autismo leve, grau 1). Ele é autista verbal e logo de cara fica difícil perceber o autismo do personagem, assim como acontece com o Eric. Ele mora com o pai, a mãe e a irmã mais nova. Tem obcessão em piguins e animais da Antártida (o Eric tem obcessão por números e letras). Em resumo achei o personagem parecido com o meu filho em inúmeras questões. Veja mais detalhes sobre a série aqui no IMDB, tem até um trailer se você quiser assistir



A história da série é que Sam quer uma namorada e ele enfrenta vários problemas para conseguir namorar. Autistas são, em sua maioria, muito literais e por isso o personagem tem dificuldade em flertar, ler as “entrelinhas”, os olhares, os jogos corporais etc. Achei muito interessante porque eu não tinha noção que um dia o meu filho poderia ter esse tipo de dificuldade. Na série é dada a informação de que somente 8% dos autistas são casados. Só não sei se esse dado é verdadeiro. Mas procurando no Sr Google eu achei a informação de que só autistas de grau leve conseguem ter algum relacionamento amoroso, o que não me surpreendeu, já que até mesmo o toque leve pode incomodar uma pessoa com autismo (esse é um dos detalhes que a gente vê no seriado Atypical).

Depois que eu terminei de assistir os 8 capítulos da primeira temporada eu conversei com o psicólogo da escola do Eric e a terapeuta ocupacional dele. Ambos me deixaram bem claro que todo autista é diferente e isso não significa que o Eric vai ter as mesmas dificuldades do personagem de Atypical. Mas eu sei que ele terá algumas dificuldades e sei que ele terá que enfrentá-las se um dia quiser se relacionar com alguém. Mas eu estarei lá para ajudá-lo (ou o pai dele – com quem ele se sentir mais a vontade).

O importante é isso, a gente continuar dando muito amor, muito carinho, educando. Continuar levando as terapias. Continuar batalhando e pensando em cada passo. Pensar no agora e lutar por melhorias que ele precisa no momento. O resto é consequência.

Por fim, achei a série muito interessante. Quem trabalha ou tem algum autista na família, deveria assistir. Equanto isso eu fico aguardando a próxima temporada.
Bjs, Thata

2 comentários

  1. Ana comentou

    Sim, o personagem é aquele autista engessado que nem consegue sorrir naturalmente, portanto eu não acho que seja tão leve assim o grau dele. Sei que classificam como leve todo autismo de alta funcionalidade, mas até entre os aspergers tem tanta diferença que eu acho que deveria haver subníveis de gravidade.

  2. Eu amei essa série. Ansiosa aqui pela segunda temporada. Espero que não cancelem,como fizeram com Sense 8.

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