Cadeirinha de alimentação – como escolher a ideal?

Uma vez que o bebê começa a se alimentar, é provável que a família comece a pensar em comprar uma cadeirinha de alimentação. Embora seja possível alimentar o bebê no colo, as cadeirinhas são ótimas, especialmente por razões de segurança, praticidade e para permitir a autonomia dos pequenos conforme vão aprendendo a comer sozinhos.

Cadeirinha de alimentação

Há diversos tipos de cadeirinha de alimentação para bebês no mercado, do modelo tradicional com pés a outros que se encaixam em mesas e cadeiras, com brinquedos, bandejas que se soltam, entre outras características. Com tantos modelos e marcas, como escolher?



Acho que antes de proceder à compra, a maioria dos pais já se perguntaram qual o melhor modelo, o que observar antes de escolher, quais são os itens básicos de segurança, entre outras questões. Isso que vamos tentar responder aqui.
Cada tipo tem os seus prós e contras, e dependendo das marcas, terá características diferentes e será capaz de suportar um peso máximo diferente (aliás, um detalhe importante para se observar, pois quanto menor a capacidade máxima suportada, é provável que a cadeira será utilizada por um menor tempo pela criança).

Segurança

Segurança é essencial. Por isso, antes de falarmos sobre os principais modelos encontrados no mercado, é importante observar que, qualquer que seja a cadeirinha de alimentação escolhida, é essencial que ela tenha o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

O Inmetro é o órgão responsável por avaliar a qualidade e a segurança de produtos que irão para o mercado consumidor. No caso das cadeirinhas, verifica se ela oferece risco aos bebês e crianças, se dispõe dos itens básicos de segurança, como o cinto do tipo suspensório e a retenção entre as pernas, que evitam quedas para os lados e também que a criança deslize pela frente da cadeira. Sobretudo quando são muito pequenas, quando ainda não têm tanto equilíbrio e principalmente naqueles dias em que os inevitáveis ataques de birra e mal humor ocorrerem, os cintos são essenciais. São eles os responsáveis por impedir a ação de mestres de fugas!

Além disso, assim como para outros produtos destinados ao público infantil, as bordas e cantos devem ser arredondados, evitando acidentes, como cortes; não podem ter peças pequenas e que se soltem facilmente, que possam levar a riscos de sufocamento, por exemplo; e devem ser estáveis, não podendo balançar, o que poderia levar a risco de queda.

Por isso, é tão importante, independentemente da marca, adquirir produtos que tenham sido testados e aprovados pelo Inmetro, pois isso quer dizer que eles seguem padrões de qualidade e segurança.

E de qualquer forma, nunca deixe a criança sozinha na cadeira e sem a supervisão de um adulto.

Vamos então aos principais tipos.

1. Cadeirinha de alimentação tradicional

O que são: São aquelas cadeiras altas e com pés, também chamadas de cadeirão.

Prós: Em muitas delas é possível adequar a altura, elas podem ser utilizadas desde que o bebê consegue se sentar até mais de 2 anos, dependendo do peso suportado; e é possível, em vários modelos, retirar a bandeja e aproximá-la da mesa, o que permite que o bebê faça suas refeições junto com o restante da família.

Contras: O principal ponto negativo dela provavelmente é o tamanho e isso deve ser considerado. Caso você more em um imóvel pequeno e tenha problemas com espaço, ela talvez não seja o modelo adequado.
A Ana Sofia passa o dia na casa de meus pais enquanto estou no trabalho e, por isso eles compraram uma dessas para ela que eu nunca teria no apartamento que eu moro. O motivo: uma vez montada, ela ocupa muito espaço. Você tem que considerar que os pés dela ficam bem abertos para dar estabilidade, eles acabam ficando no caminho e eu vivo tropeçando neles… no apartamento que moro, seria um desastre, mas funciona bem no dos meus pais e tem muita gente que gosta desse tipo.
O preço delas também costuma ser mais alto do que de outros modelos mais portáteis.

2. Cadeirinha de alimentação de encaixe em mesa

O que são: Trata-se de um assento que se encaixa à mesa.

cadeirinha de alimentação

Prós: São práticas, leves e permitem que a criança, desde logo coma à mesa junto com a família. É possível transportá-las facilmente e utilizar em outro lugar em que você precise alimentar o bebê. Praticamente não ocupam espaço.

Contras: Não têm bandejas e por isso não é possível minimizar a bagunça e a sujeira do bebê na hora de comer. Também será mais difícil impedir que a criança alcance objetos da mesa e será necessário cuidado redobrado com facas, copos de vidro, etc.
Também, por motivos de segurança, acredito que se deva ser muito cauteloso em relação à mesa onde a cadeira será acoplada, pois é possível que nem todas sejam fortes o bastante para suportar esse peso extra. Nem preciso mencionar que mesas com tampo de vidro não combinam com esse modelo, né?

3. Cadeirinha de alimentação portátil ou assentos elevatórios

O que são: São assentos, normalmente com bandejas, que se encaixam em cadeiras de adultos ou podem ser usados no chão.

Prós: São compactas, portáteis, podem ser facilmente transportadas (os modelos da Chicco fecham completamente e é muito fácil carregá-los com a alça, como se fosse uma bolsa à tiracolo) e por se prenderem à uma cadeira, também permitem que o(a) bebê/criança desfrute a hora da refeição com a família. Costumam ser fáceis de limpar.
É possível usá-lo no chão, sem estar preso a uma cadeira, e foi como usei nas primeiras vezes. No entanto, é preciso muita atenção, pois se o bebê é muito agitado e o modelo não for estável, acidentes podem acontecer.
Esse é de longe o meu modelo favorito. O que compramos é bem prático, pois a parte posterior pode ser desacoplada e ele funciona como assento de elevação, com isso, minha filha vai crescendo e a cadeirinha a acompanha.

cadeirinha de alimentação

Contras: Não são tão confortáveis quanto os tradicionais, costumam ser confeccionadas em plástico rígido e algumas não têm material acolchoado para acomodar a criança. Ademais, alguns modelos são limitados no tamanho e não podem ser usadas por muito tempo, conforme a criança crescer. Esse é um fator que deve ser analisado na hora da compra. O modelo que tenho, por exemplo, permite ser utilizado sem a bandeja (mas com o cinto de segurança) e é bem espaçoso, a Ana Sofia usa desde pouco mais de 7 meses e ainda funciona bem para ela aos dois anos e três meses.
Também é preciso levar em conta que uma das suas cadeiras ficará ocupada com a cadeira do bebê.

Outras dicas:

O dia a dia com bebês e crianças pequenas é muito corrido, então praticidade é fundamental. A maior parte dos modelos são bastante fáceis de limpar e eu recomendo os que têm bandeja dupla, isto é, uma bandeja por cima que pode ser desacoplada. Isso facilita muito a limpeza, especialmente quando rolam acidentes, como um copo de líquido derramado. É só retirá-la para limpar e a criança continua comendo, pois tem a outra bandeja para apoiar.
Confira se o material é impermeável e fácil de limpar/lavar, pois se há uma certeza neste mundo é a de que vai haver sujeira na hora das refeições. Normalmente muita sujeira! Sopa que derrama, caldo de feijão que respinga no assento… então, se for impermeável, será muito mais fácil limpar. Conselho de amiga!
Veja se é possível retirar as partes acolchoadas e de tecido. Isso ajuda na hora de limpar e até para poder usar sem isso se houver algum acidente (com comida ou não! Acredite, pode rolar um cocô explosivo no meio da refeição).
Além disso, é importante observar, sobretudo nos modelos tradicionais, o tamanho que a cadeira fica quando fechada, se vai ser prático e seguro guardá-la.
Há modelos que vêm com brinquedos acoplados. Até considerei uma assim antes de escolher a nossa. Hoje nem pensaria em algo assim! Pois os brinquedos vão se sujar, vai ser chato limpar, a criança deve acabar enjoando deles… enfim, vai ficar sujo, vai dar agonia. Se é necessário entreter o(a) baby com algo, ofereça algum brinquedo de plástico, aqueles que são vendidos para banho (tipo patinhos e outros bichinhos) são ótimos e fáceis de limpar.

Principalmente para as mães e pais de gêmeos, trigêmeos ou que têm filhos de idades próximas, sugiro a leitura do texto da Michele do Blog Os Trigêmeos da Michele sobre a experiência dela com cadeirinhas e como uma mesinha foi a melhor solução.

A cadeirinha de alimentação foi muito bacana para ajudar a criar uma rotina com a minha filha, para ela aprender o lugar de comer e por permitir que ela fizesse refeições junto conosco.

Então, antes de escolher o modelo para comprar, pense em suas necessidades, no seu orçamento e no estilo de vida de sua família.

O meu modelo favorito é o que se acopla à cadeira. E o de vocês?
Contem para a gente e ajudem as mamães e papais em dúvida.

Está na dúvida sobre o que comprar para o seu enxoval? Dê uma lida neste post: Enxoval de bebê – apenas o essencial



E assista também esse vídeo no Youtube onde a Thata (Mamãe Tagarela) dá dicas de como escolher o cadeirão do bebê e o que você pode observar antes de comprar:

Danielle é carioca, mãe da Ana Sofia (que tem a mesma idade da Mia) e madrinha do Eric. Adora ler e escrever, já sonhou em ser jornalista e é formada em História e Direito. Fotógrafa amadora, chocólatra, faz maratona de séries quando a filha vai dormir e com a maternidade percebeu que deseja ajudar a construir um mundo melhor e mais justo para a geração da sua filha. Foi convidada pela Thata para ser escritora oficial do Mamãe Tagarela por ela confiar nas suas pesquisas na área de maternidade.

 

1 comentário

  1. Gosto mais das cadeirinhas que podem ser acopladas as cadeiras da mesa da casa. Assim o bebê já fica junto da família e também não ocupa muito espaço da casa. Adorei o texto . Bjs

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