Cesárea ou Parto Normal – Qual Tipo de Parto Escolher?

Cesarea ou Parto Normal Qual EscolherOlá! Antes de começar a escrever sobre os tipos de parto eu quero deixar duas coisas bem claras aqui desde o início: 1- esse texto é a minha opinião, pura e simples sobre o assunto, ou seja, é super normal que várias pessoas discordem de mim. 2- a intenção é ajudar a grávida que está em dúvida sobre qual tipo de parto escolher para ela.

Antes de começar a falar sobre o que eu acho de cada tipo de parto, eu quero dizer que sou super a favor de você esperar o bebê nascer no tempo dele. Existem inúmeras vantagens e o bebê só se beneficia disso (eu tenho um texto contando dos benefícios em esperar a hora do bebê – recomendo a leitura).

Saiba porque é importante esperar a hora do bebê nascer.

Mesmo que você escolha cesárea, você pode esperar a hora do bebê nascer.



Cesárea:
Cesárea é uma cirurgia que corta 7 camadas na mulher (pele, tecido celular subcutâneo, aponeurose dos músculos, músculos reto abdominais, peritônio parietal, peritônio visceral, útero) e a recuperação é mais demorada e dolorosa do que o parto normal. Todas essas camadas são costuradas e depois de um tempo você pode ter uma sensação de aderências entre as camadas (porque elas acabam se colando juntas) ou seja, quando você levanta o braço, tem a sensação de que aquela cicatriz está te “puxando” para baixo, como se algo tivesse ficado preso. Além disso, é normal parar de sentir a pele naquela região como sentia antes, uma sensação de falta de sensibilidade na pele, como se ela estivesse levemente anestesiada. Mas acabamos nos acostumando com isso com o passar do tempo.

Eu fiz duas cesáreas, uma programada e uma outra de emergência após 24hs em trabalho de parto. Após a minha primeira cesárea a minha cicatriz ficou ok, dentro da linha do biquíni e bem fininha. Após a minha segunda cesárea (de emergência) a minha cicatriz também ficou na linha do biquíni, mas ficou mais grossa, estranha, com cara de quelóide.

Eu tive uma reação à cesárea e por conta disso quase morri. Levei 2 meses no total para me recuperar, quase voltei para a sala de cirurgia e fiquei internada 12 dias no hospital para tentarem me salvar. O meu útero reagiu ao corte formando um abcesso no útero (placas de sangue do lado de fora do útero). Tanto médico do hospital que eu fiz a cesárea, quanto a minha médica no brasil (que eu confio de olhos fechados) me disseram que essa reação é por conta do organismo da grávida e não por conta de algo que possa ter acontecido de errado na cesárea, ou seja, é roleta russa.

A vantagem da cesárea é que a mulher não passa pelo trabalho de parto, que é demorado, cansativo e doloroso (mas eu sinceramente prefiro sentir dor em algumas horas do que por semanas – por causa do corte).

Uma outra vantagem de quando você escolhe cesárea é que você não se frustra. Ninguém vai te falar no meio do caminho que a cesárea não vai dar certo e te mandar para o parto normal (como acontece com o parto normal).

Cesárea é maravilhosa e salva vidas, salvou a vida da minha filha e sou muito grata a isso.

Eu escolhi fazer cesárea do meu primeiro filho e me arrependo porque isso acabou me impedindo de ter parto normal da minha filha (segundo bebê) que eu tanto queria e acabei em uma cesárea de emergência (por não poderem lançar mão de opções por causa da cicatriz prévia) e é muito cansativo ter 2 partos em 1 (ter que fazer uma cirurgia após horas e horas em trabalho de parto).

Parto Normal:
Vamos aqui falar de parto normal e de parto humanizado.

O parto normal é o parto pelo qual o bebê sai pela vagina mas é cheio de intervenções (na maioria das vezes desnecessárias). Um exemplo desse tipo de intervenção é a episiotomia, que é um corte que fazem na vagina para aumentar a passagem para que o bebê passe com maior facilidade. Outro exemplo é a manobra de kristeller, que uma pessoa sobe em cima da grávida para ajudar a empurrar o bebê.

Na minha opinião, se for para sentir dor no trabalho de parto e ainda passar por isso e ser cortada eu prefiro ir logo para a cesárea.

Mas existe um parto normal onde as grávidas são respeitadas e ele se chama parto humanizado, onde nenhuma manobra desnecessária é feita (só são feitas caso precise salvar a vida do bebê ou da mãe).



O problema é que no Brasil ter um parto humanizado custa muito caro, pois são poucos médicos que fazem e cobram um preço bem salgado. Ou deve-se ter a sorte de morar perto de uma casa de parto (SUS) ou um dos poucos hospitais do SUS que fazem parto humanizado (ouvi dizer que o Maria Amélia no RJ faz).

Mas existem alguns poucos médicos de plano de saúde (ou pagos, mas não tão caros) que fazem parto normal com o mínimo de intervenções possíveis. O ideal é se informar sobre as manobras e a partir daí fazer um plano de parto e entregar para o obstetra e nesse dia discutir com o médico os tipos de manobra que ele geralmente usa e deixar bem claro que não quer que use determinadas manobras.

Aprenda como fazer um plano de parto aqui.

Eu escolhi parto normal com a minha segunda filha, mas não consegui chegar nos finalmentes. Senti bastante dor durante o trabalho de parto e fiquei quase 24hs até ser mandada para a cesárea de emergência. O trabalho de parto foi uma das coisas mais intensas que já passei na maternidade. Nele eu senti muita dor mas me senti plena, alegra por estar ali. É uma sensação inexplicável. É um arrepio na pele, as emoções afloram que dá vontade de chorar de felicidade. É bom mas é ruim. Só de lembrar eu sinto falta. Queria entrar em trabalho de parto de novo, queria passar por isso de novo e com certeza com o meu terceiro filho vou tentar o parto normal mais uma vez.

Em relação à sua escolha, o melhor a fazer é conversar com pessoas que passaram pelos dois tipos de parto para ter opiniões diferentes. Leia bastante sobre o assunto mas coloque uma coisa na sua cabeça: o parto ideal é aquele que vai trazer o bebê ao mundo com saúde e segurança.

Um Comentário:

  1. gente boa tarde adorei a matéria,mas discordo um pouco, tive parto cesariana e minha recuperação foi bem rápida, acredito que temos que seguir somente,as restriçoes dos médico,

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