Mãe de Autista – Como é Ter um Filho com Autismo

Oi gente! Hoje vou contar para vocês como é ser mãe de autista. O Eric tem 5 anos e tem 3 diagnósticos de autismo (de 3 médicos diferentes). Desde quando ele tinha 1 ano e 8 meses desconfiamos que ele pudesse ter autismo e desde essa época venho convivendo com as dificuldades dele e com os meus diversos sentimentos de como é ter um filho com autismo.

Então eu passei 15 dias rascunhando alguns detalhes que eu queria falar com vocês sobre esse assunto e resolvi gravar um vídeo. Porém tem algumas coisas que eu gostaria de deixar registrado aqui no texto:



É cansativo ser mãe de autista

“O nível de estresse em mães de pessoas com autismo assemelha-se ao estresse crônico apresentado por soldados combatentes” (SIC) – esse foi um estudo feito com famílias nos EUA e divulgado no Journal of Autism and Developmental Disorders. O estudo também diz que mães que convivem com o autismo dos filhos levam por dia duas horas a mais com cuidados comparado as mães de crianças neurotípicas (sem autismo).

O mesmo artigo também revela que “Ao longo do dia, elas também apresentaram duas vezes mais probabilidade de estarem cansadas e três vezes mais chances de passarem por um evento estressante.” Infelizmente ainda não se conhece o efeito a longo prazo sobre a saúde dessas mães, mas já se sabe que elevado estresse pode afetar o nível de glicose, baixa do sistema imunológico e da atividade mental.

É cansativo porque você ainda não conhece muito sobre autismo e ainda vai ter que aprender tudo isso.
É cansativo porque você vai ter que aprender a lidar com as necessidades dessa criança.
É cansativo porque além de todas as particularidades do autismo você também está lidando com uma pessoa que passa por todas as etapas de desenvolvimento de uma pessoa neurotípica, como por exemplo os terrible twos dentre outras etapas de desenvolvimento.

Mães de autistas não são especiais

Precisamos dar um basta nessa visão. Nos somos humanas, temos nossas fraquezas, erramos, sofremos, choramos. Não podemos romantizar a nossa situação, não podemos deixar que os outros romantizem a nossa situação porque essa luta não é só nossa obrigação, é obrigação da sociedade, é um problema coletivo, de todos e devem sim incluir nossos filhos nas escolas, faculdades, empregos etc. É um direito dos nossos filhos como cidadãos!

Esse discurso da “mãe especial” é usado para consolar uma mãe que está esgotada de uma luta, é usado quando as pessoas sentem PENA. Mas não é pena que nós queremos, queremos o que o nosso filho tem direito.

Se você ainda não se incomoda com o discurso de mãe especial, vale refletir (e muito) o que está por trás desse rótulo, do que as pessoas querem na verdade dizer com esse discurso.

Você tem o direito de chorar sim, reclamar sim, errar sim! E nada disso significa que você não ama o seu filho! Porque o amor por ele (ela) não tem nada a ver com a sua necessidade de extravazar e o seu direito de não ser perfeita. Ninguém é super heroína aqui, você só quer o melhor para o seu filho (a) assim como todas as mães.

Temos medo

Medo do filho nunca ser independente. De morrer e não ter quem cuidar dele. Medo do nosso filho sofrer preconceito e discriminação.

Aprendizado e Maturidade

Aprendemos tanto com nossos filhos autistas, tantas coisas. Aprendemos sempre nos colocar no lugar do outro porque assim vamos entendendo como eles se sentem. Aprendemos a amar um amor verdadeiro. Ter um filho autista também é transformador. Eu evoluí tanto que posso dizer que o Eric foi um divisor de águas na minha vida. Eu sou uma pessoa muito melhor, mais humana hoje em dia.

Tenho muito mais para falar contigo sobre esse assunto – é só clicar no vídeo abaixo para saber:

 

E não se esqueça de curtir o vídeo e se inscrever no canal.

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