Nem Toda Mulher Nasceu Para Ser Mãe e Tudo Bem!

Nem Toda Mulher Nasceu Para Ser Mae e Tudo Bem mamae tagarelaDia desses estava conversando com as minhas amigas sobre o assunto maternidade, só para mudar um pouco o foco das conversas, só que não hahahaha… O texto que inspirou a nossa conversa foi esse aqui “Maternidade: Você pode não querer”.

O texto fala sobre mulheres que estão chegando perto dos 30 anos e se sentem pressionadas a terem filhos. Culpa da sociedade, sempre ela! Nossas mães, tias, avós, primas ficam cobrando que, depois que nos casamos, tenhamos um bebê. Quem nunca foi cobrada? Quem nunca sentiu essa pressão na pele?

Eu tenho amigas que não pensam na maternidade e sempre digo para elas não terem filhos sem ter certeza. É difícil, é puxado, a vida vira do avesso e nem sempre as mulheres estão preparadas para abrir mão da vida que têm. Raramente conseguir sair e namorar o marido, não conseguir mais ir ao banheiro sozinha, não conseguir tomar um banho relaxante e com calma, não conseguir jantar nem almoçar direito, não ter mais uma vida social (praticamente). Viajar, então, que eu sempre amei muito, muda completamente o ritmo e o foco. Sim, a vida muda da água para o vinho.



Uma amiga minha, a Ligia, diz que “O romantismo da maternidade dura até o dia anterior ao parto.
Você despenca das nuvens para o limbo!”

E uma vez que você se torna mãe, não tem mais volta. Então é uma decisão muito importante que tem que ser muito bem pensada. Ceder à pressão daqueles que querem ser avós não é legal e nem a maneira certa de decidir ter filhos.

Deixa eu te falar uma coisa: tem mulheres que não nasceram para a maternidade e tudo bem! Ninguém é obrigado!

A verdade é que eu nunca senti amor tão grande quanto o que eu sinto pelo meu filho e eu acho que não existe amor maior do que uma mãe pela sua cria. Mas isso não significa que você precise disso. O amor pelo seu marido, pelos seus pais, pelos seus irmãos, pelos seus animais de estimação são amores grandiosos e muito gostosos de serem vividos também. O amor entre mãe e filho é sem dúvida o maior que existe, mas não é o único.

Eu sei que fica bem complicado sofrer muitos anos de pressão (muitas vezes da própria mãe e do marido) e continuar firme na sua decisão, mas pense: Ninguém vai pagar as suas contas e nem criar o seu filho. Por mais que digam que vão ajudar, essa ajuda não é nada perto de todo trabalho que você vai ter.

Se um dia você optar por ser mãe, que seja porque você tem vontade de ser mãe, de ter um bebê, de cuidar de uma criança e não porque “está ficando velha” ou porque está sofrendo pressão. E lembre-se de uma coisa: filho não preenche lacuna, filho não apaga tristeza, filho não é a cura para os seus problemas.

Ser mãe é maravilhoso, mas não é para todas. Você precisa estar bem preparada para tomar uma decisão que vai mudar para sempre a sua vida.

7 Comments:

  1. Maternidade,e o pior atraso na vida de uma mulher,
    ela deixa a mulherfeia, gorda, flacida
    Depois que o nene nasce ae que começa o calvario,olheiras,pijamas o dia todo, desemprego,stress,medico,chatice,menino sem dormir,mãe sem poder curtir su vida,pq tem uma chatice que não permite,a criança tem que ser o primeiro em tudo, vc nao dorme,ou seja e a pior experiencia na vida de uma mulher.Agora me diz a maravilha dessa chatice que e maternidade?

    • Thata Tagarela

      Maria, sim a maternidade é difícil, por isso eu digo que só serve para quem quer muito ter um filho e para quem está preparada. A maternidade não é para qualquer uma. Se você tem um filho e pensa assim o ideal seria procurar ajuda (mesmo, não estou debochando, estou desejando o melhor para vocês dois, desejando que as coisas se acertem). O melhor da maternidade é o amor. Eu nunca senti um amor tão grande na minha vida. É maravilhoso e todo sacrifício vale a pena. Fique bem.

    • Hafeee, kkkkkkk nem tente ser mãe mesmo. Tem gente que não nasceu pra ser mãe e pronto. Não precisa justificar com tanto ódio rsrsrs. Eu adoro ser mãe e não troco o sorriso do meu bebê por uma saída a um barzinho ou uma roupa descolada. E claro, tem fases e fases, e a dor e alegria de cada uma… Mas todas se resumem em um amor incondicional acima de tudo..quando bebês eles demandam mais tempo sim. mas não acho tudo isso que vc disse… Kkkk Talvez por eu ter nascido pra ser mãe…

  2. Realmente uma pessoa que diz ter um atraso de vida nao merece ser mãe…nao existe bençao maior…ser mãe é lutar sempre, pela felicidade e bem estar do seu bebe…é sim dificil se ajustar a nova vida no começo mais quando seu filho ja te reconhece e só quer voce ou quamdo ele abre aquele sorriso banguelo…ah isso cobre qualquer momento ruim, é um presente de deus…

  3. É uma pena a Maria pensar assim.Com esse pensamento jamais vai conhecer o amor verdadeiro.Que não tem preço que pague o amor de um filho e o amor por um filho.Somos capazes de deixar nossa vaidade de lado,de ficar noites sem dormir,nossa vida,nossos interesses ficam em segundo plano.Passamos a viver e respirar sempre por eles.Isso é maravilhoso.Faria tudo de novo!Namorei,fiquei noiva curti minha vida e no momento certo que estava preparada passamos pra melhor etapa da vida do ser humano:formar família.Minha filha não atrapalha em nada,pelo contráio só veio somar e fazer nossas vidas mais felizes.E se DEUS quiser daremos um irmão pra ela.Pessoas assim que pensam como a Maria por favor,se cuidem se previnam para não ficarem grávidas e depois abortar ou jogar o filho no lixo ou abandonar um anjinho sem culpa na rua.Eles não tem culpa da irresponsabilidade dos pais.Realmente minha vida mudou muito,mais mudou pra melhor porque abri mão das minhas coisas por ela e não tem coisa melhor.Ser mãe é um dom maravilhoso!Ser mãe exige o máximo da gente,quem não estiver disposta a amar o filho em primeiro lugar,a educar,dar amor e carinho não tenha filhos!!!

  4. Sandra Aguiar Lima de Oliveira

    Gostei muito do texto. Mudaria apenas uma única frase, que, escrita dessa forma, soou pejorativa: “Ser mãe é maravilhoso, mas não é para QUALQUER UMA.” Trocaria “qualquer uma” por “todas”, talvez. O “qualquer uma” parece ter tornado inferiores as que, por algum motivo, não tem filhos. Maternidade hoje em dia é, acima de tudo, uma ESCOLHA, pessoal e intransferível. Depois, se a escolha for ser mãe, ainda pode acontecer de a mulher (ou o casal) descobrir (em) ter um impedimento biológico, daí a mulher ainda pode optar por um tratamento, uma adoção ou “deixar pra lá” e seguir adiante. É aquele velho “cada qual com o seu cada qual”. Ser mãe deve ser uma escolha, nem que seja uma escolha feita já durante a gravidez, naqueles casos em que a mulher é “pega de surpresa”. Também acredito na grande beleza do amor de mãe, mas a mulher que é mãe não está num patamar acima das outras que decidiram não o ser. Por isso, gostei do seu texto e faria uma pequena mudança naqiela frase citada apenas ;-). Um grande abraço!

    • Thata Tagarela

      Oi Sandra, muito obrigada pela dica. Em momento nenhum quis diminuir quem não decidiu ser mãe ou não pode ser mãe por algum motivo. :( Mas obrigada por me fazer pensar nesse lado. Adoro comentários que me façam pensar além do que eu já havia pensado, como o seu.

      Vou aceitar a sua sugestão e fazer a mudança. Fico feliz que tenha gostado do texto. O que eu defendo no blog é o direito de escolha de todas mulheres, por isso escrevi esse texto :)

      Mas claro, estou falando de escolha consciente, pois muitas vezes escolhemos algo que na verdade não queremos. Enfim, essa é uma questão mais profunda.

      Muito obrigada pelo seu comentário :)

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