Parto no SUS – Maternidade Maria Amélia

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MMA – Fonte: http://www.rio.rj.gov.br

Eu senti essa necessidade de escrever um passo a passo para as grávidas que terão seus filhos na Maternidade Maria Amélia, porque após eu ter escrito “A Polêmica Maternidade Maria Amérlia, É Boa ou Ruim” começaram a surgir algumas gestantes me pedindo ajuda porque estavam com medo de terem seus filhos lá.

A verdade é que eu fiz essa pesquisa para uma amiga que teria filho na MMA, mas acabou parindo em outro hospital maternidade. Eu conversei com algumas mães, inclusive muitas que tiveram seus filhos no Maria Amélia e me sinto agora preparada para dar uma ajuda àquelas grávidas que vão parir no MMA.

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MMA – Fonte: http://www.rio.rj.gov.br

A verdade sobre o Maria Amélia: sim, bebês morreram lá, mas isso pode acontecer em QUALQUER maternidade. Negligência médica e violência obstétrica existem em qualquer hospital também! O Maria Amélia é hospital referência do SUS, é um dos melhores, quiçá o melhor! Na verdade o Maria Amélia tem os índices de mortalidade mais baixos do SUS no Rio de Janeiro. Se você foi encaminhada para parir no Maria Amélia, fique calma, fique segura que tudo vai dar certo. Siga as dicas abaixo que o risco de acontecer algo de errado é praticamente nulo.



1- Empoderamento: primeiro de tudo você precisa se sentir empoderada. Com empoderamento você consegue criar um escudo contra a violência obstétrica. Empodere-se e empodere o seu parceiro também. Você só vai conseguir isso se ler muito sobre parto normal e conversar muito MESMO com outras grávidas e outras mães.

2- Tenha uma doula: Ter uma doula para te orientar e lutar pelos seus direitos já é 95% de garantia que vai dar tudo certo! Mesmo! A doula te orienta desde o momento certo de ir para a maternidade (dizem que deve chegar no MMA com pelo menos 4 cm de dilatação) como também durante o parto. Todas as mães que eu conversei, que pariram no MMA, me falaram que ter uma doula é o mais importante de todos os passos para que tudo dê certo.

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MMA – Fonte: http://www.rio.rj.gov.br

3- Frequente as reuniões do Ishtar: para ajudar na questão do empoderamento e ajudar a tirar dúvidas.

4- Fóruns de discussão como o “Cesárea? Não Obrigada!” no Facebook. Eles demoram muito para aprovar a inclusão no grupo (eu estou há um tempão esperando a minha). Talvez seja o caso de pedir alguma amiga que faça parte do grupo, pedir a sua inclusão. Mas insista! Dizem que vale a pena.

Tem também o grupo “Parto com Respeito” que me recomendaram. É um grupo que faz reuniões no Méier.

Conversei com algumas doulas que conhecem o Maria Amélia e também conhecem hospitais particulares e me garantiram que o MMA tem uma estrutura muito melhor que a maioria dos particulares e é bem mais novo.



Conheci algumas mães que tiveram seus bebês no Maria Amélia e me concederam o prazer de publicar seus relatos sobre a maternidade aqui:

Fernanda Constantino – opinião sobre o Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Holanda:

A experiência no todo foi muito positiva! Acho que vale muito a pena. Eu tinha o plano piorzinho da Unimed, que não me dava direito a nenhuma maternidade boa e todos os obstetras que procurava eu via que iam me indicar uma cesárea. Então, eu não tinha condições de pagar 15 mil reais para uma equipe humanizada e mais o hospital.. foi quando uma amiga minha, que é doula, me falou do Maria Amélia. A primeira recomendação que dou é procurar uma doula, porque aí você já vai preparada, já faz seu plano de parto e suas escolhas certinhas. Isso pra qualquer lugar que você for parir. Enfim, fui buscar o Maria Amélia e a primeira coisa que fiz foi ir ao posto começar o pré-natal pelo sus. Como eu moro em Santa Teresa a minha maternidade de referência é a Maria Amélia. Mas, mesmo que voce não faça o pré-natal no posto ou sua maternidade de referência não seja lá, se você chegar na maternidade parindo eles vão te atender. Quando eu estava lá, inclusive tinha gente até de campo grande sendo atendida.. eu gostei de fazer o pré-natal no posto, foi bem tranquilo e chegar lá no MMA com o cartão da gestante do SUS também é bacana. a equipe normalmente é bem gentil e super preparada e respeitam MUITO o conceito de parto humanizado. Isso até os enfermeiros mais mal humorados. Porque tem.. todo hospital tem enfermeiros mais gentis e os que tão de bode.. imagina eu que pari no dia 24, Natal! A equipe de enfermeiras da noite do dia 25 era super mal humorada de tá lá.. hahaha! Mas na grande maioria, as enfermeiras foram uns amores, prestativas e super ajudam, principalmente na amamentação.. minha ressalva foi quanto ao processo de admissão. Quando você chega no hospital, parindo mesmo, você tem que passar por uma admissão antes, em que é avaliada por uma obstetra que vê se vc já vai ser internada ou não. Para ser internada tem que tá com 4 cm de dilatação já.. eu cheguei lá com 5 cm de dilatação então ia ser internada. Mas antes, eles fazem em você um exame de sangue e um exame para escutar o batimento cardiaco do bebê. Essa foi minha ressalva pra experiência ser totalmente positiva. Eu demorei mega pra ser atendida e fazer esse exame. E esse exame é uma bosta.. você tem que ficar numa maca, deitada de barriga pra cima com uma faixa na barriga que pega o batimento do bebê. O problema é que quando você ta com contração, essa posição é horrivel! E toda hora que você se contorce, o aparelho perde o batimento, então o negócio que era pra durar 5 minutos, acaba durando 30 minutos.. e nessa hora do exame a minha bolsa ainda estourou! Foi bem desconfortável… eu não sei se esse é um exame de rotina de todas as maternidades ou não. E também acho q foi porque a maternidade tava cheia – tinham mais quatro que iam ser internadas no mesmo momento que eu! – Mas podia ter sido mais rápido e confortável essa parte. Tanto que quando cheguei na sala de parto (que é maravilhosa!! tem um chuveiro enorme, bola de pilates, banco, cama, cavalinho…) o bebê já tava coroando e nasceu em menos de 10 minutos. hahaha! A enfermeira que fez meu parto era incrivel! Falava baixinho, paciente, me ajudou, foi carinhosa.. já a pediatra que olhou o bebê foi meio escrota.. porque a gente levou plano de parto, não quisemos alguns procedimentos.. ela ficou irritadinha e foi mega insensível. Mas as outras pediatras que olharam o bebê no quarto foram mais tranquilas.. enfim.. as instalações do Maria Amélia são realmente muito boas! É enfermaria, mas achei bem tranquilo.. você só fica dois dias e não foi tão estressante. Até a comida eu achei gostosa! hahaha! Uma outra sugestão que faço é você ir fazer a visita da cegonha na maternidade para conhecer. Se não me engano acontece todo dia a tarde, a partir de 14h. Você pode ligar pra lá e perguntar se pode ir, mas acho q é só chegar que eles deixam você fazer a visita.. é bem bacana.. eu gostei, tive meu parto bem respeitado. Não tomei anestesia, não levei nem ponto depois do parto! Pari no chuveiro, no banquinho, de cócoras.. pra mim, foi bem bacana. Melhor do que eu esperava! Vale a pena.. eu recomendo bastante!

Joice  Scavone – opinião sobre a Maternidade Maria Amélia e relato de parto:

O encontro com a Doula veio logo depois de descobrirmos que o meu plano de saúde não cobriria o parto. O que era uma preocupação, transformou-se em solução. A Malu Prates nos recomendou a Maternidade Maria Amélia Buarque de Holanda e nos indicou o projeto cegonha. Tudo nos foi dito, desde o projeto pioneiro de parto humanizado, até a fatalidade de alguns falecimentos que chamaram a atenção para o hospital e gerou um abraço na maternidade em defesa do pioneirismo que nasceu da missão da redução de mortes materna e infantil.

A obstetra que acompanhou meu pré-natal também recomendou o hospital e durante toda a gravidez fazia recomendações que garantissem condições para um parto normal. Eu e o Diogo fomos visitar a Maria Amélia e fomos muito bem tratados pelas enfermeiras, as outras mães e os funcionários da Maternidade. No preconceito que se tem com o serviço público, lá as funcionárias pareciam acreditar no projeto que faziam ser concretizado. A enfermeira durante a visita me recomendou que chegasse já com uma dilatação mais adiantada, já que nós teríamos uma Doula.

Se você quiser ler o relato todo da Joice clique aqui. O relato é muito interessante, eu recomendo a leitura.

Também tive o prazer de receber o relato de parto de duas mães que tiveram seus bebês no Maria Amélia. A ênfase não é Hospital Maternidade (estrutura, atendimento etc), mas vale a pena ler a experiência de cada uma delas:

1-Fernanda Maciel – Nascimento da Laura.

2-Paula Inara – Casa de Parto de Realengo + Maternidade Maria Amélia

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