Perder Xixi na Gestação e no Pós Parto

Hoje vamos falar sobre a perda de xixi por nós, mães.

Na verdade perder urina após os 5 anos de idade não é normal e deve ser investigado e tratado.



É comum que aconteça com crianças, mesmo desfraldadas (até os 5 anos de idade), com gestantes, mulheres logo após o parto (independente da via de parto) e a partir da menopausa. Isso não quer dizer que devemos aceitar esse fato e simplesmente comprarmos fraldas geriátricas moderninhas como sugere uma propaganda de muito mal gosto que é veiculada na televisão.

Vamos combinar que, a idéia de deixarmos de participar de brincadeiras divertidas com nossos filhos que envolvam pulos, saltos, corridas e muita risada não pode ser a solução para os escapes de urina. Nem deixarmos de ir a certos lugares por não haver fácil acesso ao banheiro (acreditem, mulheres novas vivem isso).

Solução mesmo é procurar um fisioterapeuta especializado e cuidar do assoalho pélvico.
Esse complexo muscular merece muito mais atenção e valorização do que damos a ele. Vejam como, desde a infância diversas disfunções podem aparecer e se estender por toda uma vida, como por exemplo a constipação intestinal ou a polaciúria (grande frequência urinária), gerando desconforto e até prejuízos à vida social.

Mesmo as situações consideradas comuns como perda de urina na gestação, podem indicar uma fragilidade do complexo do assoalho pélvico e devem ser tratadas ainda na gravidez.

Mulheres que tem escapes de urina aos esforços físicos como: tosse, espirro, atividade física ou sexual precisam passar por um fisioterapeuta pélvico para avaliação e orientação sobre os exercícios adequados para o seu caso. Essa fragilidade nem sempre vem da fraqueza muscular e fortalecimento pode não ser a solução. Outras possíbilidades seriam uma questão anatômica, ou fisiológica de instabilidade da uretra, ligamentar, hormonal ou genética.

Mulheres que sentem o desejo de urinar acompanhado de uma súbita urgência, mesmo que não tenham perda de urina até chegar ao banheiro também podem se beneficiar do tratamento com a fisioterapia pélvica. Questões como ingesta hídrica, alimentares e comportamentais devem ser avaliadas, muitas vezes carregamos hábitos por toda a vida que prejudicam muito nosso trato genito-urinário e não nos damos nem conta por entender aquilo como o normal.

Mudando alguns desses hábitos a melhora dos sintomas poderá ser grande, aliado a isso o acompanhamento da fisioterapia resolve a maior parte dos casos, sem qualquer efeito colateral, como a maior parte dos medicamentos, e sem fraldas.

Nathalia Moura é fisioterapeuta pélvica e obstétrica, Mestre em ciências da reabilitação, acupunturista e co idealizadora do Espaço Mater Luz, no Rio de Janeiro, onde realiza seus atendimentos. O que mais ama fazer é ser mãe da Maria Clara de quase 3 anos.
Facebook: Nathalia Moura -fisioterapeuta pélvica
IG: @nathaliamoura.fisio
WebSite www.materluz.com.br

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