A Pior Mãe do Mundo Sou Eu?

mae estressada a pior mãe do mundo mamae tagarelaOntem fui dormir com aquela sensação de que eu era a pior mãe do mundo. Que eu poderia ter feito melhor, que eu poderia ter feito diferente, que eu não precisava perder a paciência com ele. Quem nunca chegou a pensar que é a “pior mãe do mundo”, fala aí?

A sensação de ser uma péssima mãe é horrível e a culpa sempre entra no currículo materno, não é mesmo? E mesmo quando não somos culpadas do que aconteceu. Ahhh a culpa! Mas e se formos culpadas, qual é o problema? Nós somos humanas e como qualquer ser humano, somos passíveis de erro. É claro que ficar repetindo o mesmo erro toda hora não é legal e talvez seja preciso procurar ajuda com isso, mas na maioria das vezes esse não é o caso, na maioria das vezes o erro serve de lição.

Aquela mãe perfeita que você conhece no Facebook, que só coloca fotos perfeitas do rebento, que só escreve coisas perfeitas sobre a criança dela, ela não existe, tá? Ok, ela existe sim, mas por trás daquele mundo mágico que você vê na telinha tem uma pessoa com problemas e dificuldades assim como qualquer outra. Ninguém é perfeito e ninguém nasce sabendo ser mãe, a gente aprende ao longo dos meses e muitas vezes aprende errando.



Estou falando isso porque eu sei que você se compara a ela. “Poxa eu queria ter a paciência que a Fulana tem” ou qualquer outra comparação. Eu mesma faço isso. Mas não é legal fazer esse tipo de comparação naquele momento que você está se sentindo a pior mãe do mundo por ter perdido a paciência com o seu filho e ter gritado com ele (mesmo sabendo que isso é muito errado). O legal de se comparar é quando você almeja chegar naquele patamar de paciência que ela tem, entendeu? Usar essa pessoa como modelo. Aí é legal. Eu mesma ficaria honrada de servir de modelo para alguém (mas acho que estou muito longe disso hahahaha). Mas se lembre de uma coisa: ela tem os defeitos dela também, ok? E você nunca vai chegar em um nível de “perfeição materna” porque isso não existe. Então tente fazer o seu melhor, dê o seu melhor, mas sem neuroses e respeitando o seu limite.

Falando em modelo, essas mães perfeitas do Facebook que você encontra nos grupos estão longe de serem modelos de mães. Sabe aquelas que apontam o dedo para todo mundo que faz alguma coisa diferente do que elas fazem? Se você fez cesárea, deu mamadeira, deu açúcar antes dos dois anos, deu fritura, deu chupeta etc, você tem a chance de ter um dedo apontado para você. A minha dica é não leve essas pessoas a sério. Eu nunca levei, nunca dei papo, nunca dei abertura e acho que por isso nunca tive um dedo apontado pra mim hahahaha. Mas enfim, se elas fossem tão perfeitas assim estariam com os filhos ao invés de estarem no Facebook somente para despejar veneno e criticar outras mães, não acham?

Oi “mãe perfeita do Facebook”, esse recado é pra você: Já que é para estar em alguma mídia social que seja para ajudar e não ficar discutindo a abordagem materna de outras mães, que tal? Acha que a outra mãe pode fazer melhor? Então aconselhe e não julgue! Claro, que se a outra mãe estiver aberta para ouvir conselhos, porque conselhos não pedidos são palpites e de palpites ninguém gosta. Tem que ter tato.

E viva a mãe imperfeita! Viva as mães normais! Viva eu e viva você! Errar é normal. Levanta daí e vai lá pedir desculpas para o seu filho, dê um beijo, dê um abraço e tente aprender a lição para não fazer de novo… e fique em paz!

Dê a sua opinião: