Sintomas de gravidez – Os 12 mais comuns

Sintomas de gravidez – Os 12 mais comuns

 

Sintomas de gravidez
Sintomas de gravidez

Os sintomas de gravidez estão relacionados às mudanças ocorridas no corpo da mulher a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Durante toda a gestação, o corpo da mulher passará por uma série de transformações para acomodar o bebê que crescerá em seu útero e, por isso, aparecerão alguns (ou muitos!) sintomas de gravidez. E alguns deles poderão ser observados logo nas primeiras semanas de gestação.

Com um pouco de atenção aos sinais manifestados pelo próprio corpo, é possível perceber se você está grávida antes mesmo de realizar o teste de farmácia ou exame laboratorial (tanto um quanto outro são feitos para detectar a presença da gonadotrofina coriônica humana (hCG) ou “hormônio da gravidez”).



Lembrando-se sempre que esses sintomas de gravidez podem variar em cada mulher, por exemplo: algumas não vão experimentar os enjoos matinais, outras não serão tão afetadas pelo cansaço e haverá aquelas que poderiam completar o bingo dos sintomas de gravidez! Essencialmente, cada gravidez pode se manifestar diferentemente e ser vivenciada de uma forma única pela gestante. Ademais, alguns desses sintomas são muito semelhantes aos experimentados antes da menstruação, em virtude das variações hormonais, e podem ser confundidos com estes.

 

  1. Atraso da menstruação

Talvez o primeiro sintoma – e o mais notório para as mulheres que têm um ciclo menstrual regular – seja o atraso na menstruação. Especialmente se ocorrer após uma relação sexual sem proteção, daquele esquecimento de tomar a pílula anticoncepcional, ou do seu uso simultâneo com antibióticos, por exemplo. Uma vez grávida, você não menstruará mais.

No entanto, para aquelas que têm o ciclo irregular, como os atrasos são comuns, ela poderá observar outros sinais antes desse.

  1. Enjoo matinal (ou não)

Sintoma clássico em filmes e novelas, o enjoo costuma ser um sintoma de gravidez bastante comum e afeta um número muito significativo de mulheres (alguns estudos apontam que chega a atingir 90% das gestantes). Ele pode ser matinal ou não e vir acompanhado de vômitos. Ademais, pode perdurar por várias semanas, sendo comuns durante o primeiro trimestre da gravidez.

Contudo, é preciso ficar atenta ao enjoo e vômitos persistentes, pois, algumas mulheres (cerca de 1 a cada 200) podem desenvolver um quadro de hiperêmese gravídica. Esta se caracteriza pela ocorrência de vômitos tão frequentes que não é possível se alimentar normalmente, podendo ocorrer desidratação. Consequentemente, por representar um risco ao prosseguimento da gravidez a gestante precisará de tratamento médico.

  1. Inchaço das mamas e sensibilidade

Devido aos hormônios, o inchaço das mamas pode ocorrer poucas semanas após a concepção. Os seios ficam inchados, doloridos e bastante sensíveis ao toque.

Provavelmente, na minha gravidez, foi o primeiro sintoma que me chamou atenção para que algo diferente estava acontecendo com meu corpo…

  1. Sono e cansaço

No período da gravidez o organismo feminino passa por modificações que provocam adaptações em seu funcionamento. Em razão de todo esse esforço extra do corpo para dar conta de todas essas mudanças que começam a ocorrer em virtude do bebê (ou bebês) a caminho, uma das consequências é a mulher se sentir mais sonolenta e cansada.

“Um sono sem fim!”, é assim que eu definiria pela minha experiência o sono e o cansaço que se instalam nas primeiras semanas. Você passa o dia bocejando e é capaz de cochilar em qualquer hora e lugar, seja na mesa do trabalho, no ônibus… e até mesmo conversando com alguém.

Acredito que seja mais perceptível para aquelas que não são mães. Hoje, com uma filha de dois anos, o sono e o cansaço são meus companheiros mais inseparáveis, então não me surpreendo mais se alguma vez adormecer inesperadamente.

Assim, perceber esse sintoma, pode ser algo mais subjetivo, sobretudo quem tiver uma jornada mais exaustiva em seu dia-a-dia talvez não o note.

  1. Mudanças na aparência das mamas

Em razão dos hormônios, há uma mudança na coloração das aréolas, que se tornarão mais escuras com o aumento da pigmentação. Além das mamas aumentarem de tamanho, tornam-se também mais visíveis as veias ao redor dos seios.

  1. Vontade frequente de urinar

Isso mesmo: as idas constantes ao banheiro para urinar chegam bem antes dos últimos meses de gravidez… logo no início é possível sentir mais vontade de ir ao banheiro fazer xixi e até mesmo ser acordada por essa urgência durante à noite. Deve-se isso a um gradual aumento na quantidade de sangue no organismo e também à dilatação do útero, que uma vez aumentado passa a pressionar a bexiga.

  1. Sensibilidade a odores e mudanças no paladar

O seu olfato e paladar mudam durante a gravidez. Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre isso, mas acontece. Muitas mulheres podem sentir um gosto estranho ou metálico na boca, enjoar com cheiros de alimentos (até mesmo daqueles seus favoritos, como o café ou a deliciosa tapioca!) ou perfumes. Às vezes acontece de se passar a sentir cheiros que antes você não notava, como um super-poder… É o super olfato das grávidas!

Possivelmente, esse olfato mais aguçado na gravidez contribua significativamente para os enjoos matinais, outro dos sintomas.

  1. Mudanças de humor

Os níveis elevados de estrogênio e progesterona no corpo das gestantes provoca muitas alterações e faz com que as emoções da grávida pareçam estar à “flor da pele”. É comum ouvir relatos de grávidas que passaram a se emocionar e até mesmo chorar por razões que não a fariam chorar antes. Ao mesmo tempo em que também são relatadas alterações no humor, passando-se facilmente desse estado de sensibilidade à irritação, da alegria ao mau humor.

  1. Sangramentos e cólicas

Cerca de oito dias depois da ovulação quando o zigoto se aloja no endométrio, muitas mulheres apresentam sangramentos vaginais (que podem ter uma cor diferente, rosada) e um pouco de cólica. Mas isso pode ser confundido com o início da menstruação (mas esta não virá, pois a mulher já está grávida!).

Contudo, uma vez grávida, o aparecimento de sangramentos durante a gestação, embora comum, pode representar algum problema mais sério. Por isso é sempre necessário comunicar o ocorrido a(o) ginecologista-obstetra que lhe acompanhar, que lhe orientará a melhor forma de proceder.

  1. Prisão de ventre

Durante a gravidez, em virtude do aumento do hormônio progesterona, há uma diminuição da velocidade do trânsito do intestino delgado. Isso faz as fezes tornarem-se menos volumosas, por menor concentração de água, contribuindo para a prisão de ventre ou constipação. Esse sintoma, segundo estudo de KAWAGUTI et al., apresenta-se em aproximadamente uma em cada quatro grávidas e é comum surgir logo no primeiro trimestre.

  1. Azia

Os mesmos hormônios que alteram a função do intestino, fazendo-o atuar mais lentamente, também afetam o estômago e deixam a digestão lenta. Esse é o motivo das crises frequentes de azia que também afetam muitas mulheres.

  1. Dor de cabeça

Embora menos comum, algumas grávidas experimentam dores de cabeça logo nas primeiras semanas da gestação, e estas estão associadas a alterações hormonais e mudanças nos fluxos sanguíneos cerebrais.

 

Embora esses primeiros sintomas de gravidez apareçam para muitas mulheres, para ter certeza mesmo de que está grávida (ou descartar a gravidez), é necessário fazer um teste caseiro e/ou exame e sempre buscar a orientação médica (Tem dúvidas sobre o teste de gravidez de farmácia? Clique aqui!). Caso haja um resultado positivo, devem-se iniciar os cuidados pré-natais, que são essenciais e o acompanhamento médico é imprescindível.

Neste caso, bem-vinda ao mundo da maternidade! Não vai ser fácil, mas você não estará sozinha!


Referências:

 

Danielle é carioca, mãe da Ana Sofia (que tem a mesma idade da Mia) e madrinha do Eric. Adora ler e escrever, já sonhou em ser jornalista e é formada em História e Direito. Fotógrafa amadora, chocólatra, faz maratona de séries quando a filha vai dormir e com a maternidade percebeu que deseja ajudar a construir um mundo melhor e mais justo para a geração da sua filha. Foi convidada pela Thata para ser escritora oficial do Mamãe Tagarela por ela confiar nas suas pesquisas na área de maternidade.

 

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