Sobre os Limites da Criação com Apego

Oi gente, hoje vou revelar uma coisa para vocês. Uma coisa que quem me segue sabe que eu já faço dessa forma e penso dessa forma há muito tempo.

Bora conversar sobre criação com apego e o limite da criação com apego?



Muitas pessoas sabem que eu faço e curto (dentro do possível) a criação com apego. Não é a toa que o meu logo é uma mãe carregando o seu bebê no sling. Sling é um dos símbolos da criação com apego, porque aproxima mãe e filho, porque você consegue acalmar a criança, dar conforto e fazer mil coisas ao mesmo tempo etc. Outras caracteríscas é não deixar o bebê chorando, não bater, criar sempre se colocando no lugar do bebê ou da criança etc etc etc. Quem  tiver interesse em saber mais sobre criação com apego ou até mesmo o que é a criação com apego corre lá no Paizinho Vírgula que ele explica lindamente sobre o assunto.

Por fim, nasceu Eric e eu estava na vibe de “nunca vi, nem comi, eu só ouço falar”, daí fui ler, pesquisar e resolvi colocar em prática em nossas vidas várias características da criação com apego, o que foi ótimo porque ele é uma criança especial (autista) e isso ajudou bastante a nos entendermos com ele.

Aí nasceu a Mia e a minha vida virou de cabeça para baixo. Eu tinha em casa um bebê que precisava de 100% da minha atenção e uma criança que precisa de mais atenção do que as crianças típicas.

Confesso que a partir daí comecei a ser um tiquinho egoísta e passei a pensar mais em mim. E é nesse ponto que eu quero chegar.

Algumas mães (as vezes pais também) chegam ao seu limite e os anos de maternidade me trouxeram o equilíbrio. O que eu quero dizer com isso: que continuo praticando criação com apego na medida do possível, no meu limite, dentro do que eu posso fazer. Algumas coisas eu não faço de jeito nenhum, como deixar o bebê chorar até dormir, mas por exemplo se a criança está se jogando no chão e está chorando e eu estou precisando de um tempo para respirar antes de lidar com a situação, eu viro as costas, vou embora e só volto quando estou mais calma.

Outro exemplo, quando eu perco a paciência e dou uns gritos com eles, hoje em dia eu tendo a me culpar MUITO menos do que eu me culpava antigamente. Não estou dizendo que gritar é certo, mas isso as vezes foge ao meu controle e eu acabo gritando. Entende? Sempre peço desculpas aos meus filhos quando eu erro, mas eu não me culpo mais porque sou humana.

Hoje em dia eu penso muito na questão da minha sanidade mental. Eu preciso estar bem para cuidar bem dos meus filhos e a verdade é que as vezes meus filhos me enlouquecem. Sei que não é a inteção deles, mas acontece.

Acordar de hora em hora de madrugada não estava bom para mim. Por isso eu fiz o desmame noturno. Como eu podia ser boa mãe caindo pelos cantos da casa de tanto cansaço? Eu não tinha a opção de cochilar com o bebê durante o dia. O que eu ia fazer com om eu filho mais velho enquanto isso? Guardar na geladeira?

Eu confesso também que tenho usado o castigo aqui em casa. Eu tenho uma criança atípica de quase 4 anos que não entende tudo o que falamos. Não entende o certo e o errado. O Eric é autista e ele é mais difícil de lidar do que uma criança típica e cansa, de verdade, ter que lidar com 10 ou mais crises durante o dia. Cansa de verdade de vê-lo agressivo com a irmã pequena. Tem dias é só dizendo que é fooooodaaaa pra caralho e olha só, nesses dias eu não tenho paciência de conversar 10 vezes a mesma coisa e receber tapa na cara de volta e gritos enquanto eu falo. Se você já acha difícil ter que repetir e repetir e repetir para o seu filhos aprender determinada coisa, imagina quando a criança é autista. Eu passo um ano repetindo e ele não aprende. Então eu uso o cantinho do castigo porque é o que funciona para mim até que alguém me ajude com as crises dele, porque sozinha eu não dou conta.

Citei esses dois casos porque são contrários do que a criação com apego e que eu tenho feito totalmente diferente e sinceramente? Tá funcionando para mim dessa forma. É claro que eu posso mudar de idéia, aliás, devo mudar de idéia e tentar outras coisas, mas não vou me culpar por fazer, pelo menos por enquanto, o que eu julgo não ser o melhor.

Nós mães damos muito colo e amor para os nossos filhos o tempo todo, aguentamos o tranco de um dia pesado, mas quando a mãe precisa de colo e amor quem dá???

Por isso eu acredito na criação com amor e apego, mas desde que isso não ultrapasse os seus limites como mãe e mulher. Desde que você não tenha que sacrificar você mesma para seguir os princípios da criação com apego. Mas sigamos criando os nossos filhos com muito amor sempre.

Tudo bem jogar a toalha de vez em quando. errar e não se sentir culpada por isso. Você é mãe mas também é humana. Só não desista de voltar a tentar.

1 comentário

  1. Kelly Alonso comentou

    Adoro seus posts Thais, sempre tão verdadeiros e realistas, sem mimimi! Amamos incondicionalmente nossos filhos, mas somos humanos e temos nossos medos, desejos e erramos, sim erramos! Um dia após o outro e bora ser feliz 😘

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