“Uma Palmada de Vez em Quando Educa!”

Uma Palmada de Vez em Quando Educa mamae tagarela

Fonte: Folha do Sudoeste

“Uma Palmada de Vez em Quando Educa!” Falaí, quem nunca escutou essa frase de pelo menos alguém nessa vida? E você, pensa assim? Bater é a solução? Bater educa? Ah… uma simples palmada de vez em quando não faz mal, não é mesmo? Afinal, uma palmada não é a mesma coisa que bater…

Eu gosto muito de uma coisa que vi no blog da Gabriela (do Eu, Mamãe – Maternidade Positiva de Mãe Para Mãe). Ela não sabe a autoria para dar os créditos, então se alguém souber me avise por favor. Segue abaixo:

Leia a seguinte frase com atenção:

“Sou totalmente contra a violência, mas acho que deve se diferenciar uma palmada de uma surra. Uma palmada bem dada pode ser necessária, às vezes, quando a CRIANÇA apresenta um comportamento inadequado ”

Talvez você concorde com essa frase, ela parece bastante equilibrada, afinal todos concordam que uma surra é bem mais grave do que uma simples palmadinha, não é mesmo?

Agora troque a palavra criança por ESPOSA, em seguida por HOMOSSEXUAL, por NEGRO, depois por FUNCIONÁRIO, por ALUNO… Podemos seguir indefinidamente, e acredito que você discordará de todas essas novas frases, sentindo inclusive um certo desconforto ao lê-las.

Porque apenas com a palavra CRIANÇA ela parece aceitável?

Sabe porque algumas pessoas pensam assim? Pais que acham que bater educa sempre irão trocar o diálogo pela palmada. Porque dar palmada é mais fácil do que educar.



Se você é do time que pensa que bater educa vem refletir comigo:

Bater vai causar uma série de prejuízos à saúde física e emocional da criança, faz com que ela tenha maiores chances de se tornar um adulto agressivo, ansioso e depressivo.

A criança que cresce apanhando vai se tornar um adulto violento, agressivo vai ser o tipo de adulto que não saberá conversar com quem discorda dela e vai querer resolver tudo na base do grito ou do tapa. Ou vai ser totalmente passiva e insegura, que quando for adulto não saberá defender o seu ponto de vista e nem lutar pelo o que acredita.

Aí você pode dizer assim “Ah eu apanhei muito quando era criança e isso não me tornou uma pessoa agressiva”. Ok, pode ser verdade, mas ter apanhado não era necessário.

Bater além de não educar faz com que a agressão física atrapalhe o crescimento e desenvolvimento motor da criança. Alguns estudos também indicam que a criança que leva um “simples” tapa ou empurrão tem a maior chance de desenvolver obesidade, artrite e doenças cardíacas no futuro.

Para a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP), a educação não passa, em nenhum momento, pela agressão física ou verbal. “O tapa intimida, dá medo, mostra quem é o mais forte. Bater reprime, não educa. Encurta a conversa – mata a possibilidade de que o diálogo exista. Bater cala a boca da discussão e desperta a mágoa”, reflete Rita.(sic – Revista Crescer)

A criança que apanha se sente humilhada. Ela não entende o porque de estar apanhando, ela não consegue entender o motivo da violência. Ela sente medo e fica traumatizada.

A criança que é “educada na base da palmada” acaba tendo dificuldade para respeitar e receber ordens, já que foi educada na força física. Isso acontece porque ela aprendeu a obedecer para não apanhar.

Para aprender, a criança precisa entender causa e consequência. Ela precisa entender que se fizer birra (ou se comportar de um jeito) ela vai sofrer a consequência para esse tipo de comportamento, ela precisa entender que todo comportamento dela vai levar a uma resposta.

Um bom exemplo disso é tirar um brinquedo (o preferido) do seu filho para que ele entenda que aquela é a consequência para o mau comportamento dele. Vamos imaginar se o seu filho joga um brinquedo longe, com raiva. Você tira o brinquedo e explica que ele vai ficar sem o brinquedo até que ele se acalme e que esse tipo de comportamento é inaceitável. Você pode usar a TV, um programa favorito, até mesmo um olhar de reprovação.

Não se esqueça que isso deve ser feito na hora que acontece porque as crianças vivenciam muito o agora. Não pode deixar passar o tempo para depois querer “dar o castigo”.

Crianças nascem “zeradas”. É como se fosse um computador novo que você tem que formatar e instalar os programas que você acha necessários. O que eu quero dizer com isso é que as crianças não sabem o que é certo ou errado. Não sabem que tipo de comportamento é legal ou não é legal para conviver em sociedade. O seu trabalho como educador é mostrar isso para ela, é programar o cérebro dela.

Para educar é preciso ter muita paciência em primeiro lugar. E também é preciso que você mantenha firme a sua posição e repita quantas vezes forem necessárias. Tire a TV, o vídeo game ou o brinquedo preferido quantas vezes precisar.

Educar é muito mais complexo do que levantar a mão para alguém que não sabe se defender de uma agressão física.

Se você refletiu e decidiu que não quer mais baterno seu filho, ok. Você pode começar a fazer diferente a partir de hoje. O primeiro passo é querer mudar, o segundo é aprender como deve ser feito e o terceiro é se dedicar.

Recomendo um vídeo para você “É possível educar os filhos sem bater” – é um vídeo bem rápido de apenas 5 minutos.

 

 

Fonte:
Revista Crescer
Revista Crescer

Um Comentário:

  1. Zenaide Nunes de siqueira.

    Eu acredito que o modo que a criança vai crecendo, vai explicando pra ela o certo e o errado sem precisar bater.

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