Como Dou Conta de Tudo: Varrendo para Debaixo do Tapete

A maternidade é um eterno varrer para debaixo do tapete!

Sempre recebo essa pergunta, como dou conta de tudo. Eu não dou conta de tudo. Explico:



No dia que eu preciso tirar poeira, varrer a casa, catar brinquedos e passar pano o jantar é “varrido para debaixo do tapete”: a pizza que está no congelador salva.

Quando no dia anterior o jantar foi pizza, no dia seguinte eu capricho; um bom feijão com arroz, acompanhados de vegetais, legumes, saladinha. Tudo fresquinho, mas feito com uma criança pendurada no colo e outra agarrada nas pernas. Feito em grande quantidade para congelar, porque o que eu puder fazer para facilitar a minha vida eu faço. Nesse dia a casa fica uma bagunça: brinquedos para todos os lados, roupa suja acumulada, camas dessarumadas e poeira em todos os cantos.

Se no dia anterior só consegui escovar os dentes das crianças antes deles dormirem, no dia seguinte eu dou uma boa escovada, várias vezes por dia. Capricho no cuidado com as crianças, corto unha, escovo cabelos, dou atenção e brinco junto. Mas a comida é aquela congelada e a roupa dá para repetir porque não estava tão suja assim. .

O difícil não é ser mãe.
O difícil é ser mãe e não ter uma rede de apoio.
O difícil é ter que cuidar de duas crianças, casa, comida, roupa sozinha, sem ajuda paga, sem ajuda dos familiares.
O difícil é levantar o tapete e ver um monte de coisas que ficaram ali escondidas por fazer, porque você deu o seu melhor e chegou no seu limite. Mesmo querendo fazer mais por eles, pelos seus filhos.
O difícil é ter que priorizar os itens de maior necessidade do dia e deixar outros para depois e se sentir culpada por isso.
O difícil é acordar várias vezes à noite ou ficar doente mas ter que dar conta MESMO ASSIM de fazer pelo menos o mínimo necessário para que todos sobrevivam.

Quando me perguntam como eu dou conta, é assim: varrendo para debaixo do tapete, ou seja, não dando conta. Deixando a poeira acumular, deixando os brinquedos por catar, alimentando meus filhos de pão de queijo e equilibrando sempre.

Agora é o momento em que você vai me contar que “estamos juntas” porque o que salva nisso tudo é saber que eu não estou sozinha.

Autora Thaís Cardoso
Mamãe Tagarela
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5 comentários

  1. Paula Gonçalves comentou

    E eh exatamente assim mesmo..
    Estou aprendendo a nao me sentir culpada quando “carro ra debaixo do tapete”.. eh um exercício diário, mas tem me ajudado muito..
    Tamo junto…
    Beijos

  2. Boa tarde

    Amei seu post!!!

    Parabéns pelo seu trabalho!!!

  3. Rita comentou

    Não é fácil.

  4. Pâmela comentou

    Exatamente isso!! Estamos juntas nessa!
    Me identifico muito com a realidade dos seus textos!
    Parabéns pelo trabalho.

  5. Thaís comentou

    Tb é assim que dou conta por aqui. Parabéns pelo texto.

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