Conselhos Para Mães da Década de 1920

Conselhos Para Maes da Decada de 1920Dar conselhos sobre a criação de filhos sempre esteve presente na nossa história. Fala-se de tudo para ajudar pais ansiosos a lidar com os primeiros anos de vida do bebê, com o objetivo de ajuda-los a serem pais melhores e a criar seus filhos de acordo com aquilo que se acredita ser o melhor. Mas há quase 100 anos atrás, os conselhos que se davam para as recém mamães eram muito diferentes dos conselhos de hoje em dia. Também, pudera. Os avanços na ciência, pesquisas e estudos comportamentais em um século mudaram drasticamente a forma como vemos a criação de nossos filhos. Hoje em dia temos muito mais informação e muito mais embasamento para fazer certas escolhas.

Vamos combinar que nem todo conselho de hoje em dia é um bom conselho, mas eles não são nada perto dos conselhos que se davam para as mães na década de 1920. Hoje nós trazemos alguns desses conselhos esdrúxulos da época em que nossas bisavós se tornaram mamães.

1) “Mulheres grávidas devem evitar pensar em pessoas feias ou naquelas com deformações ou doenças. Devem evitar se machucar, sentir medo e contrair doenças de qualquer tipo.” (BG Jefferis e JL Nichols, publicado em Searchlights on Health: The Science of Eugenics, 1920).
Nossa, que pensamento mais preconceituoso! E sem nenhum embasamento científico. E a parte de evitar contrair doenças é ótima, como se a gente escolhesse ficar doente!



2) “Manuseie o bebê o mínimo possível. Mexa-o de um lado para o outro de vez em quando. Alimente, troque fraldas, mantenha o bebê aquecido, mas deixe-o sozinho. Chorar é totalmente essencial para o desenvolvimento de pulmões fortes. Um bebê deve chorar vigorosamente várias vezes ao dia.” (Lena e William Saddler, The Mother and her Child, 1916).
Um conselho bastante cruel, completamente oposto à criação com apego. Um bebê deve receber o máximo de contato humano possível e chorar não fortalece pulmões coisa nenhuma.

3) “Mães irritadas causam cólicas e o leite pode secar se elas se sentirem preocupadas, culpadas ou se ficarem reclamando.” (Fonte desconhecida)

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4) “Nunca abrace ou beije uma criança. Nunca deixe que elas se sentem no seu colo. Se você fizer questão, beije-as na testa na hora de dormir. Pela manhã, cumprimente-as com um aperto de mão. Depois que passar a fazer isso, você vai se envergonhar de ter lidado com eles de forma sentimental”. (John B Watson, famoso psicólogo americano, em seu livro Psychological Care of Infant and Child, 1928).
Gente, isso é real, por mais absurdo que pareça! Nas décadas de 1920 e 1930, o behaviorismo estava em alta. Muitos experts declaravam guerra conta as mães que não tinham pulso firme, porque acreditavam que crianças criadas sem um sistema de recompensas e punições (condicionamento operante) ficaria rapidamente fora de controle. Mas aonde já se viu dar um aperto de mão no seu filho? Crianças precisam de MUITO afeto! Vale comentar que todos os filhos de John Watson desenvolveram sérios problemas mentais ou físicos em suas vidas.

5) “Alimente as crianças a cada 4 horas, mas nunca durante a noite. Deixe-as do lado de fora no quintal para que elas fiquem mais duronas”. (Sir Frederick Truby King, reformista de saúde e nutrição neo-zelandês.)
Imagine deixar as crianças à noite no frio do inverno da Nova Zelândia. Isso passa do limite da crueldade, é uma verdadeira tortura! E deixar os filhos passar fome então, nem vou comentar…

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6) “Carinhos e abraços devem ser limitados a 10 minutos por dia, no máximo” (Frederick T. King)
Sim, é o mesmo cara do item anterior.

7) “Quando o bebê está com fome antes da hora, as mães esperam resignadas que o bebê chore e grite, seja por 10 minutos ou por algumas horas, até que o relógio marque a hora certa de alimenta-lo novamente.” (Revista Childhood, em um editorial de 1947).
Esse item não é um conselho, mas uma constatação do que muitas mães faziam naquela época. Imagina, que crueldade! Não se deixa um bebê com fome de jeito nenhum, isso pode ser fatal e causar sérios danos à saúde.

8) “Se ensinarmos nossos filhos que eles podem ter tudo quando pedirem, temos que aceitar que estamos plantando sementes do Socialismo” (Walter W Sackett Jr, pediatra, em seu livro de 1962).
Esse aí não tem pé nem cabeça!

9) “O leite materno e o leite em pó têm valor nutricional insuficiente. Bebês devem começar a comer cereais a partir dos 2 dias de idade” (Walter W Sackett Jr, pediatra que se dizia expert em nutrição infantil).
Talvez um dos itens mais absurdos da lista! Não existe alimento mais completo para um bebê do que o leite materno e ele deve ser o alimento exclusivo até os 6 meses de idade!

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10) “A partir dos 10 dias de idade, bebês podem comer legumes. Com 1 mês podem tomar óleo de fígado de bacalhau e com 9 semanas de vida já estará comendo ovos com bacon assim como o papai.” (Walter W Sackett Jr)
O mesmo caboclo dos itens anteriores. Mais uma vez, gente, antes dos 6 meses, o bebê só pode tomar leite!



11) “Aos 6 meses de idade, bebês podem começar a tomar café preto para ir se acostumando com os hábitos alimentares da família” (Walter W Sackett Jr)
Mais uma pérola! Não se deve dar café preto a crianças menores de 2 anos!

A maioria dos conselhos acima foram retirados de obras verdadeiras e nenhum deles reflete a nossa opinião (muito pelo contrário!). Alguns são assustadores e um tanto cruéis, mas eram as recomendações dos especialistas da época. Então “pelamordedeus” não siga nada disso!

Agora, imagina o que vão pensar dos nossos conselhos de hoje em dia daqui a mais 100 anos? O que é perfeitamente aceitável hoje em dia pode ser visto no futuro como algo absurdo! Já imaginou os especialistas balançando a cabeça e pensando no nosso conhecimento limitado sobre os processos neurológicos e cognitivos? Ou julgando o que nós hoje tomamos como certo, seja no hábito de usar fraldas ou no modo em que alimentamos os nossos bebês, por exemplo. Só o futuro dirá! Enquanto isso, vamos seguindo as orientações e pesquisas mais atuais, combinado?

Fonte:
Essential Baby

Um Comentário:

  1. senhooooooor, que horror hahahahahaha

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