Querida Mãe da Criança Que Está Fazendo Escândalo no Shopping

Querida Mãe da Criança Que Está Fazendo Escândalo no Shopping mamae tagarela traducao stuff moms saysEu consigo ver nos seus olhos que você está envergonhada, tentando tirar o seu filho do chão enquanto ele grita e se debate. Seu rosto está vermelho. Tenho quase certeza que vi lágrimas nos seus olhos. Eu reparo que você tem olheiras e está com a aparência de quem não dormiu direito. Eu quero que você saiba que eu estou te olhando, mas não estou te julgando.

Eu não acho que você deveria estar tentando fazer alguma coisa para conter o seu filho, eu não acho que você está fazendo alguma coisa errada. Eu não espero que você deveria contratar uma babá para ficar de olho no seu filho enquanto você sai de casa para resolver algumas coisas. Eu não fico imaginando “por que essa mulher não controla o filho dela” porque eu sei que crianças não são robôs, elas são pessoas. Pessoas que podem ter um ataque histérico do nada e principalmente em público.

Eu não fico imaginando que você é um Jedi que consegue terminar com a birra do seu filho com a força do pensamento porque você não tem esse poder e nem eu tenho, infelizmente. Eu não fico imaginando porque a sua criança não te respeita ou não teme você o suficiente para fazer qualquer coisa que você mande, porque você é a mãe e por isso ele deveria te obedecer. As coisas não são simples assim, eu sei disso.



Você quer saber o que eu realmente estou pensando?

Eu estou me perguntando o quanto você dormiu na última noite. Bem, na verdade eu estou me perguntando o quanto você dormiu nos últimos 2 anos. Eu fico imaginando que, como o meu, o seu filho ainda acorda de madrugada mesmo que você tenha tentando de tudo para evitar isso. Eu fico imaginando se o seu filho acorda querendo ver algum desenho ou pedindo por comida. Comida essa que ele nem vai se interessar, até o momento que você começar a comer para evitar mais desperdício.

Eu fico imaginando quando foi a última vez que você conseguiu fazer uma refeição sem ter uma mãozinha tentando pegar a comida que está no seu prato ou sem ter uma criança sentada no seu colo. Eu fico imaginando se, assim como eu, a única coisa que você comeu hoje foram restos de comida que ele deixou do café da manhã e meia xícara de café.

Eu fico imaginando se você fica entusiasmada, assim como eu fico, pelo simples fato de sair de casa, mesmo sabendo que o seu filho vai pedir todos os brinquedos que ele vir pela frente, que ele vai arrancar os sapatos quando estiver na cadeirinha do carro, vai querer fazer xixi 200 vezes e se você tiver que ir no mercado, ele vai ficar resmungando enquanto estiver sentado no carrinho de compras.

Quando eu vejo você tentando tirar o seu filho do chão enquanto ele grita e se joga, eu fico imaginando se não está na hora do cochilo, e que, assim como eu, está somente tentando terminar o que você estava fazendo para ir logo para casa. Você provavelmente torce para que ele não cochile no caminho de volta, mas no fundo sabe que ele vai dormir na cadeirinha do carro. E aí ao invés de uma hora de paz e silêncio, você vai ter uma tarde de drama, lágrimas, gritos…

Eu fico imaginando que se, assim como eu, você está surpresa de sentir o quanto a maternidade é difícil, mas que não trocaria por nada desse mundo. Eu imagino que, assim como eu, você ama o seu filho mais do que palavras possam expressar e que faria tudo de novo. Claro… tirando os chiliques, birras e ataques de raiva

Eu fico imaginando que está tudo bem contigo agora, que você pegou o seu filho e foi embora com ele nos braços. Eu já passei por isso e espero que o seu dia fique melhor.

Porque só uma mãe para entender a outra. Nem todo olhar é de reprovação, lembre-se disso.



 

Fonte:
Traduzido e adaptado de Stuff Moms Say.

115 Comments:

  1. Adorei o texto! Sinto exatamente isso. Digo que tudo o que seu filho faz, bem ou mal, é uma fase. A fase do choro escandaloso ou do medo insuperável; a fase do carinho ou das mordidas que doem a alma; a fase de ser a criança mais bem comportada e amável do mundo, ou a de que come tudo o que é posto no prato. Ser mãe é um exercício incansável de se repetir ou ser diferente e sempre obter resultados impensáveis. Sinto compaixão com as mães de gêmeos, apesar das mesmas que conheço acharem que estão super bem. Eu tenho dificuldade com uma, imagino se tivesse um acordando o outro por causa do choro. Sinto compaixão com as mães de filhos com dificuldades especiais, já que tenho uma filha sem problemas que já toma todo o meu tempo e ocupa todo o meu pensamento. Ou das mães que projetam suas frustrações em seus filhos, sinto muita compaixão. Para estas, as fases das crianças devem ser ainda mais especiais e cheias de orgulho próprio. Quando minha filha está “dando chilique”, a abraço e digo a ela bem baixinho: “Minha filha querida, eu amo muito você, sei que está cansada e já estamos indo embora para casa”. Algumas vezes funciona, outras não.

    • Thata Tagarela

      Nossa! Amei cada palavra que você escreveu, Roberta! Me sinto exatamente assim como você. Eu imagino o tempo todo “como seria se tivesse gêmeos” ou “como seria se tivesse um filho com necessidades especiais”. Também sinto compaixão por essas mães. Aliás, sinto orgulho! São guerreiras! Obrigada pelo seu comentário. :)

      • Eu tenho gêmeos e realmente não é fácil e uma de 6 anos muito difícil mas como disseram a cima é uma fase e o recompensa esses momentos difíceis é q certeza q estou dando o melhor se mim na medida do possível…ser mãe é uma batalha todos os dias mas q cada sorriso dado reconstitui toda minha raiva momentânea,e q eles sabem q é por amor e não queremos q ninguém de fora faça algum mal a nossos filhos…

    • Lindo o seu comentário. …As vezes parece que é impossível conter um meu bebê quando está o sono, já ouvi até o comentário super delicado “Nossa como ele está chato “.

  2. Fui ao banco com minha filha de 2 anos,,ela nao parava de chorar e me bater,,a moca do caixa me deu um papel de retorno e me disse pra voltar outro dia sem minha filha..ai eu respondi sim amiga ela esta nervosa esse banco ‘e meio feinho,,acabei ficando bem triste,,mas como todos estavam me olhando acabei indo embora,,,talvez se eu tivesse lido este texto antes eu teria ficado rsrsrsrrs,,,pq achei q todos olhavam com critica e isso nao ‘e verdade,,,

    • Thata Tagarela

      Oi Yara. Situação difícil né? Te entendo! Muitas pessoas olham com olhares críticos sim, achando que a culpa é sua. Essas pessoas ainda não tem filhos ou tiveram filhos bem tranquilos (acredite, algumas crianças não fazem isso… é raro, mas existem crianças assim). Bom… mas se você procurar uma mulher que tem aparência de cansada…ou seja, uma mãe, provavelmente ela vai estar te olhando com um olhar de compaixão. Quando isso acontece comigo eu não olho em volta, eu só repito mentalmente “a culpa não é minha, a culpa não é minha” e tento desviar a atenção dele para outra coisa. Mas ignoro completamente os olhares.

    • Por isso adoroooo as Filas especias … E se alguem comenta algo sobre a criança estar ” chata” já falo logo… Criança no gosto de lugares chatos e pessoas chatas ainda mais com sono, por isso filas preferencias pq eu tbm não gosto mas sou obrigada… Rapidinho aparece alguém pra concordar kkkk

  3. Não sou mãe nem pai mas entendo perfeitamente. Crianças são bençãos, presentes de Deus.

  4. AS vezes uma boa chinelada resolve a bira!!!

    • Thata Tagarela

      Bater não resolve nenhum tipo de problema e ainda cria muitos outros.

      • Tatha sou totalmente contra o maltrato infantil tenho três filhos e todos tem sido muito calmos a minha bebe tem quatro meses e graças a Deus é muito calma as vezes nós como pais e mães debemos conversar com eles antes de ir pra rua eu falo pro meu filho de quatro anos o que eu posso dar e o que não ele sai tudo feliz e não faz birra nos como mães debemos saber conversas com.os nossos filhos eles são crianças mas entendem, enquanto o assunto da chinelada qual é a mae que não deu uma palmadinha no seu filho ? Acho que todas não ao mal trato sim a boa educação .

        • Palmas p/ você Natália, concordo eu numero gênero e grau…..a tarefa de educar nossos filhos vem de casa, a geração de hoje esta deixando essa função p/ os professores e isso é um erro grave.Estão criando crianças cada vez mais sem limites e sem educação.

    • concordo! Falam um monte de besteiras que uma palmada não resolve e o escambau.”O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga.” Provérbios 13:24

      • Só uma observação, “vara” no sentido bíblico, quer dizer palavra, o q não faz uso da palavra de Deus odeia seu filho, mas o q o ama, desde cedo ensina o caminho correto”

    • Fernando Vieira

      Ufa! Alguém que vive no meu mundo, mundo de quem teve amor e atenção da família e que recebeu educação dentro de casa por pais, avós, tios, e não por psicólogos e outros profissionais da educação que nunca criaram um filho na vida.

    • Com certeza, nossa geração quando fazíamos birra apanhávamos e nem por isso ficamos traumatizadas, muito pelo contrário, agradeço ao meu pai e a minha mãe a forma como educaram seus 7 filhos, nos tornando todos nós pessoas de bem.

    • Sérgio kintschner

      Criança não entende “agressão”. Adultos educados não entendem, porque ela entenderia. Sou pai e sei o quanto é difícil estar em local público com criança. Me vejo constantemente nesta situação. Já sentei no chão de um Shopping para conversar com minha filha.

  5. Bom eu sou mãe de gêmeos, não sou hipócrita pra dizer que não sofro com birras, mas Deus em sua bondade fez um birrento e um mais calmo então fica um pouco mais fácil, mas é só um pouco pois sair com 2 tem que ficar muito em cima, pois já cheguei perde um dentro de uma loja, outra vez saiu correndo na calçada. Não é tão fácil assim. Mas amo e não troco por nada, sou muito orgulhosa por sair na rua e ver as pessoas falando
    -aaahhh são gêmeos? Que lindos !

    Quando alguém diz isso, pra toda e qualquer mãe, os olhos até brilham de felicidade, amoooooooooo meus dois amores, dia das mães na apresentação deles foi uma fofura só, e acredite ganhei duas canecas ♡♡♡♡ morri de amores….só de imaginar que vai ser sempre assim agoraa aaaaah que delicia.
    Bjinhos e adorei o texto, ajuda um pouco na hora que nos encontramos nessa situação constrangedora.

    • Thata Tagarela

      Obrigada pelo seu relato, Sara! Adorei! Admiro muito mães de gêmeos. Trabalho em dobro mas amor em dobro também. Parabéns pelos filhos!

    • Ronaldo Torres

      Olha, eu não tenho filhos e nem casado sou, mas, observo muito e não há nada de constrangedor em um “pequeno” fazer escândalo, pois, são assim mesmo. Crianças! O que eu sempre digo é que mantenham a calma(o que não é nada fácil) e nunca deixem a emoção prevalecer, porque, junto vem o nervosismo e aí minha cara emoção e razão não podem caminhar juntos. Os pequenos são sensíveis às emoções e uma vez calma, eles também ficarão calmos.

  6. Andrezza Brito

    Tenho uma de quase 3 anos que faz birra em casa é desde os 2 anos coloco de castigo por 2 minutos. Ela detesta ficar de castigo. Odeia mesmo. Então das vezes que ela fez birra no shopping ou na casa de alguém, ameaçei coloca-lá de castigo e abracei-a. Deu certo. Ficou chorando baixinho no meus braços e eu beijando-a. Pelo menos funcionou.

    • Thata Tagarela

      A dica é válida! Nunca tentei porque só agora o Pititico está começando a entender as coisas (com 1 ano e 8 meses), mas acredito que em breve posso testar aqui em casa. Bjs

    • legal Andrezza!faço isso com o meu de três anos também.não precisa bater,ele chora um pouquinho porque não quer ficar no castigo.eu explico o porque de ele ter ido,dai entao ele me pede desculpas e promete q nao vai fazer mais isso.entao tudo volta ao normal sem precisar de gritos e violência.pois se vc bate e dar gritos ao seus filhos,se prepare para o retorno.nós só damos o que recebemos.educar não é fácil,temos q ter alto controle para não seder ás birras.

  7. Amei o texto..é exatamente isso…na hora da birra do bixinho..penso que tá todo mundo me censurando…e pensando..porque ela não dá logo uma correção..os mais velhos pensam:..no meu tempo não era assim e blá blá blá …e os mais novos…pensam:quando crescer vai bater na mãe…se eu só falo com calma com meu filho na hora da birra..sou fraca..se eu brigo…sou grossa…o que fazer?? hahahaha..mas depois de muita murmuração minha por conta disso..pensei…amo meu pequeno…e imagino assim…isso vai passar..é bem melhor ele assim..que doente.. bjss e obrigada pelo texto 😀

    • Thata Tagarela

      Adorei, Simone! Exatamente assim que eu penso! Vai passar. É fase e (quase) todas as mães passam por isso. Faz parte do desenvolvimento. Bjs

  8. Sou mãe de quase gêmeos, tem um ano de diferença e meu filho mais novo fazia muito escândalo muita birra, ja dei umas “palmadinhas” para mostrar quem manda mas não funcionou, meu filho tem TGD, e as birras era a maneira dele dizer que tem coisa errada, mas estamos cansadas, com fome louca por um banho de porta fechada e não sabemos de tudo. Então queria compartilhar que ja fui muito humilhada pelos outros por meus filhos não seguirem as regras de ficar quietos nos lugares chatos, mas depois que me deitei no chão junto com meu filho menor dentro do mercado e mostrei para ele que estou do lado dele, vi que ele mudou completamente, então descobri que sou MÃE mesmo.

    • Thata Tagarela

      Que lindo, Jana! Adorei você ter deitado com ele no chão. É disso que eles precisam: que nós os escutemos. Parabéns. Mas me fala uma coisa: o que é TGD?

      • Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades.

        Os TGD englobam os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett.

        Com relação à interação social, crianças com TGD apresentam dificuldades em iniciar e manter uma conversa. Algumas evitam o contato visual e demonstram aversão ao toque do outro, mantendo-se isoladas. Podem estabelecer contato por meio de comportamentos não-verbais e, ao brincar, preferem ater-se a objetos no lugar de movimentar-se junto das demais crianças. Ações repetitivas são bastante comuns.

        Os Transtornos Globais do Desenvolvimento também causam variações na atenção, na concentração e, eventualmente, na coordenação motora. Mudanças de humor sem causa aparente e acessos de agressividade são comuns em alguns casos. As crianças apresentam seus interesses de maneira diferenciada e podem fixar sua atenção em uma só atividade, como observar determinados objetos, por exemplo.

        Com relação à comunicação verbal, essas crianças podem repetir as falas dos outros – fenômeno conhecido como ecolalia – ou, ainda, comunicar-se por meio de gestos ou com uma entonação mecânica, fazendo uso de jargões.

        • Isso mesmo.
          No caso do meu filho ele tem dificuldade na fala mas faz fono a mais ou menos uns 3 anos, reabilitação aquática, equoterapia, psicologia e também psicoterapia.
          Hoje ele ja brinca com outras crianças as vezes, já fala, mas tem que fazer ele repetir a palavra de maneira certa.

      • Então TGD é um transtorno Global do Desenvolvimento ele entra dentro do Spctru do autismo, mas não é autista.
        tem dificuldade em interação social, dificuldade de fala e não consegue compreender os comandos sociáveis.
        Ele não controlava o coco na escola mas sabia que quando fazia tinha que pegar a mochila e ir tomar banho. Hoje meu filho esta com 6 é muito inteligente com a matemática mas não reconhece as letras do abecedário.
        Ele faz atendimento na Fundação catarinense de educação Especial aqui em São Jose -SC.
        E assim como ele tem muitas crianças que sofrem por seus pais não saberem o que ela tem.
        Tenho orgulho de ser mãe desse cara tão maravilhoso que me fez um ser humano de verdade.

        • Pois é Jana, o seu caso é totalmente diferente das demais. N se encaixa nos casos de birras desse texto. É totalmente compreensível. Admiro muito essas mães que com toda essa dificuldade se esforçam pra educar seus pequenos. Muita força pra vcs!

  9. Amei esse texto! Uma vez minha filha de 3 anos fez uma birra no shopping, pq queria ir no pula -pula, se jogava no chão, gritava muito alto (meu marido tentava segurar ela), uma “senhora muito educada” falou perto de mim: Eu tenho pavor de criança assim, os pais nem cuidam” mas ela não viu q eu era a mãe.. Então perguntei se ela estava falando “daquela criança ali” ela disse : sim.. Eu disse q era mãe, e se ela nunca tinha visto uma criança fazer pirraça, e antes de ficar falando, pq não ia lá ver se a criança estava precisando de alguma coisa!! Nossa fiquei extremamente irritada com isso.. E ela quase morrendo de vergonha..

  10. Que confortador,ler esse relato e os comentários das mamães, percebi que não estou sozinha e não sou a única, tenho uma filha de 3 anos e estou grávida denovo, e sou muito paciente, pq sei que é uma fase e que vai passar, nós duas temos muitas afiidades, sensibilidade uma com a outra , ela conhece o meu olhar, mas é inevitável que ela não faça uma pirraça uma vez ou outra, e percebo que sempre tem uns olhares censurando, mas não ligo, não sou fã de palmadinhas nem de gritos, resolvemos num olhar nossos problemas, mas isso incomoda as pessoas, ignoro totalmente os palpites que as pessoas insistem em dar, como por exemplo: “Pega o chinelo, que ela para rapidinho” .

    • Thata Tagarela

      Você faz muito bem, Regina! Adoro o seu modo de pensar! Também sou contra bater. Bater não resolve nada e você ainda cria uma criança na base da violência. Isso é procurar problema para o futuro. Sua filha, se apanhasse, não teria respeito por você, teria medo. Parabéns!

  11. O meu acorda de madrugada pedindo água…

  12. Ótimo texto, realmente só uma mãe pra compreender a outra. Passei por isso algumas vezes, mas consegui contornar depois de muita conversa, mas nem sempre assim. É horrível o jeito como as pessoas olham, com reprovação.

    • Thata Tagarela

      Odeio os olhares de reprovação. As pessoas olham como se fossem donas de uma verdade absoluta e como se soubessem de tudo nessa vida. “Eu tive dois filhos e nunca passei por isso”. Legal né? Só que você se esqueceu que nenhum ser humano é igual ao outro. É normal as crianças passarem pela fase dos terrible twos. O que não é normal é não passar: eu considero sorte.

  13. Em primeiro lugar sou mãe! Segundo se minha filha fizesse metade do que está escrito nesse texto eu ia ter sim vergonha de ser uma mãe que não sabe dar limites… para não dizer que nunca passei por isso uma única vez ele chorou pq não queria sair do parquinho do shopping. Eu peguei ela no colo levei ela até banheiro e expliquei que aquele parquinho era pago e tinha que sair quando acaba o tempo que mamãe pagou. E se ela continuasse fazendo aquilo ela nunca mais iria ali. Falei seria e olhando nos olhos dela. ah isso ela tinha 2 anos e não considero a minha filha um robô. Ensino ela a obedecer as regras…

    • até que enfim ma resposta lúcida de uma mãe que realmente educa a filha…

      • Até q enfim uma resposta lúcida???como assim?
        Quer dizer q as outras mães não tem razão?

        Acredito sim que olhar nos olhinhos, conversar e fazer a criança compreender que a mãe tem razão e tem seus motivos seja o ideal. Porém acho que vc(s) se esquece que estamos falando, além de crianças, de pessoas. Seria muito bom eu reprovar meu filho só com um olhar e caso ele não “entendesse”, sentar e dialogar…isso é o sonho de toda mãe..Mas será mesmo que a mãe que não tem sucesso nessas tentativas é uma pessoa que não dá limites ou uma péssima mãe que não consegue educar seu filho?

        Acho q vc precisar reler o texto e reler alguns comentários…nenhuma mãe se mostrou desinteressada ou relapsa, pelo contrário.

        Meu filho hj está com apenas 1 ano e 3 meses e já compartilho dessas experiências, me identifico e absorvo o que cada uma relata com a maior cuidado pq são pessoas Lúcidas que querem sempre o melhor p os seus filhos, assim como qro p o meu… mas a maternidade envolve tanta coisa, assim como se apresenta no texto.

        Sei que existem mulheres que não dão limites e não fazem qstão da boa educação de casa para seus filhos, essas com certeza jamais parariam 5 minutos para ler um texto maravilhoso como esse.
        Talvez elas estejam, em algum lugar do país, apontantado o dedo para alguma mãe de criança birrenta e dizendo: “Nossa cadê a lucidez dessa mãe que não sabe por llimites?”…aff

    • Perfeito ….eu tive apenas um filho, e passei por uma situação parecida quando ele tinha próximo de 3 anos, quando chegamos em casa ….ele já tinha esquecido o escândalo que fez no mercado, mas não deixei passar batido, sentei ele na cama e tivemos uma conversa olho no olho, expliquei que o que ele fez foi feio e que fiquei muito triste com ele, além de explicar que se ele fizesse aquilo de volta, eu nunca mais sairia com ele de novo, e realmente foi a única vez. Minha opinião como mãe é que os filhos vem ao mundo para serem amados e protegidos por nós, mas que também é obrigação nossa impor limites e educa-los. Pois mães educam com amor , diferente do mundo lá fora que faz isso na base da “porrada”.
      Crianças que fazem esse tipo de coisa são mimadas sim e sem limites e a culpa é dos próprios pais.Pronto falei

  14. Eu tenho uma filha de 4anos, ela sempre me acompanhou em todos os lugares, ela nunca me colocou em uma situação como esta, na minha opinião manha , birra, choros sem necessidades, são situações que os próprio pais permitem… exemplos ela sempre teve regras desde q nasceu, sempre me taxaram como chata pois nada era do jeito que ela queria ou quando ela queria. ..Ela tem horário pra dormir, pra acordar, pra comer, brincar suas brincadeiras são dividas em horários também ela não brinca com tudo ao mesmo tempo, então ela escolhe com o que brincar por vez, assistir televisão também é racionado… Acredito que impor limites é sinal de amor pois vc programa o dia do seu filho e pra isso tem que se dedicar tempo e deixar fazer o que quer é pra não ter trabalho… Amar é Educar, e criança fazendo manha na minha opinião é sim mal educada.

    • Nossa, fico tão aliviada de ouvir que pelo menos, um pouco das maes tem bom senso e disposição pra educar. Sim, educar da muito trabalho sim! Exige disposição e até entendo que as mães, no dia a dia, conciliando trabalho, casa, marido não consigam educar seus filhos. É muito mais prático elas falarem: é fase, vai passar, do que arregaçar as mangas e educar c seriedade.

      • Thata Tagarela

        Entenda que falar que “é fase” não significa ficar de braços cruzados olhando a criança fazer birra. Educar realmente é muito difícli e dá trabalho, mas é preciso entender as fases do desenvolvimento também para que isso seja possível.

    • Também concordo com a sua colocação Evandrielle.

  15. Mariah Inácio.

    Lindo amei o texto, eu tbm tenho um anjinho pirracento, tem apenas 4 meses , mas já e cheio de manha, q o pai colocou, as vezes fico estressada com os gritos dele, e culpo o pai por deixa.lo dessa forma, mas como toda mãe o amo mais do q tudo nessa vida.. E cada choro, cada noite sem durmir cada olheira vale a pena .. Quando ele abre aquele sorriso de derreter o coração…

  16. As duas opiniões acima são de pessoas preconceituosas e que acreditam que todas as crianças são iguais e com simples regras de Super Nanny é possível “domesticar” uma criança. Bom a vida não é tão simples assim…. Infelizmente. Tenho duas filhas e a minha mais velha foi sempre um amor, tentou fazer birra algumas vezes mas com um simples olhar meu a situação se desfazia; pois bem depois de um tempo chegou minha pequenina e a vida não ficou mais tão simples. Birras e choros são frequentes e todas as regras estabelecidas com a mais velha não surtem efeito, ou seja, cada ser é único e temos que nos adaptar. Por isso não façam julgamentos, o mundo gira e o que pode funcionar um dia um outro não mais!

    • Thata Tagarela

      Exatamente isso, Roberta. As pessoas se baseiam em apenas uma única experiência e acham que são experts sobre o tema. É o que eu sempre falo: nenhum ser humano é igual ao outro.

    • Roberta, crianças birrentas existem sim e existem aquelas mais calmas. Se vc vê uma mãe se esforçando pra impor limites em uma crianças birrenta é uma coisa. Outra coisa é achar normal, que é fase e não fazer nada, não se esforçar em nada pra tentar mudar o comportamento dela.

  17. Discordo…. sou mãe e vejo crianças fazendo o que bem entendem e os pais apenas fazem aquela conversinha que eles nem escutam…. educação é de casa…. achar “bonitinho” o filho brigando quando pequenino com o pai ou com a mãe, ou chutar a perna ou morder alguem e apenas dizer: “não faça isso querido, vai machucar”..e só….. A culpa sim é da complacência dos pais, que fica depois com “remorso”, se chamar a atenção, deixar de castigo e tapa na mão, sabia que é amor também. Minha filha me abraça, me beija, diz que me ama e eu o mesmo, pois amor é cuidar e não ocultar. Ela deu chilique uma vez só e chamei a atenção com POSTURA de uma pessoa que não gostou do que viu e também com o castigo de não ganhar o que queria. Alguns vão dizer: “que crueldade com a criança! ….” crueldade…… as crianças hoje estão sem limites, passo 50% do meu tempo com crianças e adolescentes, e eles mesmos me dizem que podem fazer o que quiserem ou fazem de coitadinhos e eles ganham o que querem, pois sabem que seu pais não sabem dizer “não” para eles…. Portanto, repensem suas atitudes, todas suas ações serão reflexos do amanha, pois seu filho cresce, aprende e absorve tudo que lhe for conveniente, principalmente aquilo que deseja.O que mais se vê hoje são crianças mal educadas, não porque querem, e sim porque acham normal, pois não tiveram limites ou não tem limites.

    • Thata Tagarela

      O texto não fala de crianças e adolescentes, fala de bebês (por volta de 2 anos) que ainda estão começando a entender o que falamos. Por mais que você eduque e diga não, é uma fase que existe. Especialistas chamam de terrible twos. Educar leva tempo e não é com apenas uma conversa que se resolve.

  18. Eu nao ia comentar mas, não resisti. Adorei esse post.. chorei…. chorei e chorei.. preciso dizer o por quê ?.. Me senti desabafando com alguém, e, esse alguém entendendo cada palavra, cada situação minha… Meu filho tem 1 ano e 10 meses… E faz, birra e grita quando não fazemos sua vontade.. e da chilique em público… e eu me acabando de tanto tentar faze-lo entender que uma coisa é assim, a outra é assada…. Mas sem progresso.. As veze percebo que ele entende e obedece em alguns casos.. mas a maior parte do tempo é assim, com ele gritando e querendo fazer tudo do jeitinho dele…. Quando ele me vê mto brava mesmo quando chamao atenção dele com uma coisa mais grave, tipo quando ele pega um copo e corre.. fico desesperada de medo de ele cair com aquele objeto na mão e tal… aí depois de conter ele nesta situação ele me vê triste e apavorada ele logo vem me abraçar me beijar e faz muito “caninho” (carinho)…… Pronto,já estou eu aqui de novo, chorandinho pensando nele… ele, meu Davizinho é o meu sonho, meu filho é minha vida.. e me consolando com relato de outras mães e principalmente com thata tagarela,, por ter ouvido meu desabafo… Vai passar… vai passar.. Bjos p/ todas.

    • Thata Tagarela

      Obrigada, kelly, por ter comentado. Precisava ler um comentário sensato no meio de tantos comentários de mães que aparecem aqui só para criticar e dizer que isso é falta de educação e que a culpa é nossa. Ufa, seu comentário me fez super bem. Apesar das mães que vieram criticar, acredite, a maioria sabe que isso é uma fase e indepente do nosso esforço. Ah claro, continue se esforçando e educando, do jeito que você faz (eu sei que faz, porque eu faço também e aqui em casa ele também não me escuta na maioria das vezes). Um dia vai surtir efeito. Educar é isso: é persistir, ensinar, sem agressão. Parabéns!

      • Acredito que seja por insegurança que os pais transmitem, por trabalhar na educação infantil, vejo que esse tipo de conduta acontece quando os pais são inseguros na forma de educar e conversar com seus filhos.

  19. Ainda tem mães que olham pra gente com reprovação porque não passaram por isso.

  20. Falta de cinta… falta de autoridade!!! Se jogou no chao..da uma chinelada bem no meio da bunda , pega no colo leva pra casa.. que chora e dorme… Entao a criança para de tentar suprimir sua autoridade… Funcionou antes, funciona agora e funcionara sempre!!

    • Autoridade e amor nem sempre andam juntos. Espero que no futuro esses filhos criados assim com tanta violência e covardia,possam se orgulhar dos pais que provavelmente não entendem muito de infância.

      • Fernanda Fernandes

        Sinara, não sou a favor de violência ou covardia, mas fui criada com algumas boas chineladas em momentos como i relatado no texto. E te garanto que hj, com 33 anos, tenho MUITO orgulho doa meus pais, sim, e da educação que eles me deram. Pq pode não ter sido a mais “psicologicamente correta”, mas era a que eles tinham para oferecer e que me fez a pessoa que sou hj: com um bom emprego, um marido maravilhoso e bastante feliz!

        • Thata Tagarela

          Quero que alguém me mostre UMA pesquisa dos últimos 5 anos comprovando que bater educa. Uma só já basta.

        • A maior parte dos adultos mais velhos que eu conheço, quando fala da infância, lembra do quão violentamente foram reprimidos. Minha prima chegou até a tentar se matar aos sete anos devido a educação a base da cinta. Os pro violência esquecem-se que crianças novas não sabem falar bem o que se passa em suas mentes e em seus corpos, estão em fase de aprendizagem e absorvem tudo ao redor, inclusive a violência que ensina o uso da força e do poder para a resolução de conflitos
          Minha sobrinha aprendeu a ser violenta com os pais e com quatro anos de idade é uma criança chata, mal humorada, briguenta e sem amigos. Bate em toda criança menor que ela, pois aprendeu direitinho a ordem da hierarquia da violência: Sempre dos maiores para os menores.

  21. Paula Jungles

    Amei o texto… expressou o que sinto… também sou mãe de gêmeos… e as vezes a birra é dupla… mas tudo vale e pena, eles são os amores da minha vida… Bjs

  22. Show! Obrigada mães! Pq até ser mãe vc não sabe disso e ser mãe eh exatamente o q vc descreveu. Adorei e compartilho!

  23. angela Terrafino

    Me vi em cada pedacinho desse texto, cheguei a me emocionar! Meu filho tem um ano e dez meses. Ooooo fase! Vira e mexe faz birra, se joga no chão, se bate, me bate. E parece que quanto mais publico o lugar, maior o show! Já conversei, expliquei, ignorei, dei castigo, mas absolutamente nada funcionou. Já me convenci que somente o tempo poderá resolver essa questão!

  24. Depois de tantos desabafos e descobrir que mães só mudam de endereço, gostaria de citar o texto que escrevi para o meu filho quando completou 2 anos aninhos ano passado:

    Filho,
    por um momento da minha vida eu cheguei a ter uma certa insegurança…
    Quando você ainda estava na minha barriga eu pedi a Deus que me preparasse porque eu tinha medo de falhar como mãe, mas depois que você nasceu as coisas foram surgindo naturalmente e eu consegui te ensinar um pouquinho do que eu acho que é certo e hoje sou muito orgulhosa por ter um anjo tão carinhoso e simpático, você é uma criança abençoada que vive sorrindo!
    Agradeço a Deus todos os dias pela tua saúde e tento ter a maior paciência do mundo para ensiná-lo mesmo quando está chorão, irritado…
    … o papai já não tem tanta paciência, isso não uma crítica por que apesar disso ele é um excelente pai, mas Deus me preparou como mãe exatamente para acalmar as tempestades e mostrar que isso não é nada comparado a tantos dias de sol que um filho pode me proporcionar!
    É você “filho” que torna a vida do papai e da mamãe mais interessante e nos presenteia com uma novidade a cada dia.
    Ah filhooo, apesar da inocência você já nos ensinou tanta coisa. Nos ensinou o que é o amor incondicional, o valor do aprender e ensinar, a termos paciência e que a felicidade pode ser encontrada nas coisas mais simples da vida!
    Sou a pessoa mais rica do mundo por ter uma riqueza que dinheiro nenhum pode comprar, porque eu tenho uma Família.
    Então para quem se diz feliz, mas ainda não pensou em ter filhos, só digo uma coisa “Sabe di nada inocente” kkkk
    FILHO está aqui o verdadeiro sinônimo da FELICIDADE!
    Te amo minha “bidaaa”!

    “Podem até nos dar muitooo trabalho, mas fazem tantas outras coisas que compensam esse sacrifício, sem contar que nos dão um sentido na vida, pois tudo que fazemos pensamos neles, reclamamos as vezes da bagunça, das birras, mas quando se ausentam acabam se toanando mais presentes ainda, por que não paramos de falar neles, não é assim com vocês também???”

  25. Passei por isso, me identidico e me emocionei… Não digo que sentia com vergonha pq eu olhava pro céu e pedia a Deus paciência e sabedoria pra lidar com aquele momento que não é que fácil e que além de cansada e exausta, precisamos aprender a lidar. Quando eu baixava a cabeça, via os tantos olhares de reprovação e muitas vezes ouvi o comentário: “Graças a Deus meu filho nunca me fez passar por isso” e outras “Dei uma porrada nele bem forte e ele nunca mais fez isso”. Tive vontade de xingar quem fazia esses comentários, mas sabia que não valeria a pena… Certas mães sofrem de amnésia, pois ainda não conheço uma criança que não teve ataques de histeria, ainda que em casa. Conheço mães que são idiotas e subjulgam as outras como se as outras fossem péssimas mães por simplesmente deixar seu filho chorar quando isso acontece. Sim, porque eu procurava um lugar pra sentar e deixava chorar, quando ele parava eu perguntava: “Tinha necessidade disso?” Ele finalmente aprendeu e pq essa fase passa!

    • Só acho que as vezes aquela birra seja uma mensagem para a mãe, uma forma que a criança achou de expressar alguma coisa que, quando ela expressa com palavras, a mãe costuma ignorar ou dar uma resposta qualquer. Sempre acho que em caso de birra é importante se abaixar, olhar a criança nos olhos, e descobrir o motivo. Fazer ela falar, expressar com palavras o que é o problema. E então provar para ela que a mãe dela escuta as palavras que ela diz, que não é necessário fazer birra para que a mãe escute. Escutar o problema, e então dizer todos os motivos reais pelos quais tu precisa fazer o que tu precisa fazer. Não é preciso tratar as crianças como crianças. Explicar coisas coerentes e com sentido, de forma séria e calma, e não brava. A criança se sente mais segura quando sabe o que está acontecendo e o que vai acontecer. Se ela queria sair do shopping, mas tu ainda precisa fazer compras, então é preciso explicar o quanto tempo isso vai levar, para que ela saiba que é só isso e então vão para casa. Ler esse texto e alguns comentários me deixou apavorada. Que tipo de adultos essas crianças vão ser ? Adultos que aprenderam a governar os pais por birra ? Que acham que vão governar os chefes com birra ? Adultos que vão morrer de fome ! Que vão ser despedidos de emprego após emprego ! É importante criar os filhos para o mundo, porque o mundo não vai passar a mão na cabecinha deles e se martirizar pelo ocorrido, depois, sozinho. Capaz, o mundo não está nem aí. É melhor que os teus filhos estejam preparados para ele, porque mãe não é eterna. Se vocês amem os seus filhos, escutem. Conversem com eles, expliquem.

  26. Adorei o texto , é exatamente isso .
    Tenho dois filhos um menino de 4 e uma menina de 2 , fui mãe aos 16 anos .. então foi tudo meio complicado ….
    O menino é super tranquilo,já a menina é uma benção rsrs, adora dar os seus chiliques em público, mas são os amores da minha vida, não me arrependo de maneira nenhuma de ter meus filhos..

  27. Oi, mamães! Meu bebê ainda tem 3 meses, e já fico lendo muito a respeito de birra e ataques de raiva… Tentando me preparar para lidar com isso quando essa fase chegar… Assisti um video “a criança mais feliz do pedaço” e achei super interessante…. Alguém aqui já conhece? Pretendo tentar quando a fase chegar! Bjos!

  28. Lindo texto, tradução sim da realidade de inúmeras mães, tenho uma filha de 3 anos e 9 meses, sempre foi uma menina comportada e obediente, nunca precisei chamar a atenção dela mais que uma vez, porém no começo do ano passado recebi uma notícia que mudaria toda a rotina e história da minha pequenina, eu seria mãe de novo, e de gêmeas, como foi difícil todo esse processo de adaptar minha pequenina a essa enorme mudança, hoje as bbs tem 8 meses e minha outra filha mudou completamente, parece não me ouvir nunca, demonstra muito mais amor pelo pai do que por mim, meus dias se tornaram tão difíceis, e pra tornar as coisas um tanto mais complicadas uma das gêmeas sofre com alergia e se tornou uma bebê muito agitada.
    Às pessoas sempre querem me dar receitas para cuidar delas, mas na prática sou só eu e meu marido para encaramos a difícil jornada de cuidarmos de praticamente 3 bebês. Seu texto me fez chorar, e refletir que muitas mães são admiráveis pois passam por situações que as levam a loucura, ao mais absoluto desespero e mesmo assim dedicam o seu amor mais puro e não se cansam de dizer ser mãe é a melhor coisa do mundo!
    Amei esse blog!

  29. Marcela Tatyane

    Meu filho anda fazendo isso comigo,ele tem o temperamento fortíssimo,da vontade de chorar quando ele faz essas coisas comigo,fico com tanta vergonha é tão nervosa
    Seria tão bom se as pessoas entendessem isso

  30. É exatamente isso que passo todos os dias, minha filha de dois anos e meio tem autismo severo, TUDO o que foi dito é verdade, as alimentações precárias, pouco tempo de sono, a exaustão física e emocional porém não troco por nada, cada pequeno gesto de afeto que minha filha consegue demonstrar significa o mundo pra mim, quando ela consegue fazer contato visual por pelo menos dois segundos ou quando ela me permite abraçá-la meu coração transborda em alegria, não há regra, manual de como ser mãe, são nossos filhos que nos ensinam diariamente. Tenha paciência, respeite o espaço do seu pequeno e ele lhe mostrará o caminho.

  31. Pamella Potrich

    Li o texto e os comentários, estou aqui como filha, tenho 22 anos e ainda não tenho filhos, quando eu estava com quatro anos de idade minha mãe me levou à igreja para uma reunião que ela participava, eu comecei a fazer bagunça no altar da igreja, puxava a toalha da mesa, rolava no chão, gritava, enfim fazia muita bagunça na frente de todos, minha mãe só me olhou nos olhos e quis dizer que depois eu veria a consequência do meu ato, eu como criança não entendi o olhar e continuei a bagunça, quando saímos da igreja minha mãe pegou uma varinha de uma árvore e eu já sabia o que viria, chegamos em casa ela me perguntou se eu lembrava do que havia feito e disse que naquela hora eu iria aprender a não fazer mais aquela bagunça toda em público, que eu deveria me comportar, ela me bateu com a vara até quebrá-la. depois bateu com chinelo e cinto, ela só parou quando meu pai chegou e me carregou para o quarto, tenho a imagem clara de tudo, não tenho trauma mas esse acontecimento serviu como um aprendizado, posso dizer que NUNCA mais fiz algo assim, sempre me comportei e fui muitissimo bem educada e disciplinada, não tenho mágoa, raiva, trauma da minha mãe, o que estou tentando dizer é que cada mãe tem uma forma de educar seu filho assim como cada filho é único, minha irmã mais nova também já fez bagunça em público e o método usado comigo não funcionou, não fui “espancada” esse foi um caso isolado, não pretendo fazer o mesmo com meus filhos no futuro, mas não julgo minha mãe e considero que a escolha de me ensinar a me comportar em público foi válida pois surtiu efeito, minha mãe é minha vida, minha companheira e melhor amiga, vi vocês mães guerreiras, carinhosas e pacientes comentando e achei interessante deixar o outro lado, como filha que se lembra da birra que fez e que se lembra do quanto a mãe cuidou e educou da forma que achava correta, então não tenham medo de educar seus filhos porque vocês são o maior amor deles, acreditem que não haverá ninguém que eles amem mais!!!

    Grande beijo, e parabéns pelo amor e dedicação!! Espero um dia ser uma boa mãe e que saiba educar e preparar meus filhos para o futuro! :)

    • Thata Tagarela

      Que bom que você não pretende fazer o mesmo, Pamella. Na época dos nossos pais não havia muitos estudos sobre isso, mas hoje em dia é fácil de encontrar e a resposta é sempre a mesma: bater não educa. O fato de você lembrar exatamente como isso ocorrer significa que causou traumas. Pode não ter influenciado negativament na sua persnalidade, ainda bem. Tenho certeza que você será uma boa mãe, pois ser boa mãe é também não julgar a atitude de outras mães e isso você já faz. :)

  32. Amei o texto. Me vi em tudoooo!! É maravilhoso ser mãe , mas qm disse q é fácil…parabéns pelo texto

  33. Passei por isso ontem quando voltava da pracinha. Minha filha simplesmente não queria voltar pra casa e foi o caminho todo até chegar em casa dando chilique. Todos na rua me olhavam, viravam a cabeça para olhar o que estava acontecendo, parecia nos olhares que eu era a pior pessoa do mundo. Foi horrível! Mas eu não podia ceder naquele momento, era hora de ir embora e pronto! Mantive a paciência, peguei ela no colo, mesmo se debatendo toda, e fui! Ela ainda tem apenas 1 ano e 9 meses, mas eu acredito que ela vai entender e aprender, afinal, nós fomos à pracinha nos divertimos, brincamos e como tudo na vida, chega a hora que acaba! Ontem foi um grande desafio, o segredo é sempre manter a calma e não ceder! Crianças são sempre crianças, e nos testa a todo momento! Mesmo assim, somos loucas por elas!

    • Ultimamente ando evitando locais c s ccriança. Essa cultura permissiva de q bater nos pais, fazer birras é normal é difícil de engolir. Se a mamãe acha q é normal e é essa a educação q ela quer dar pro seu filho, OK, mas por favor, não saia de casa e aguentem vcs o escândalo. MTS vezes as pessoas olham feio pq esta incomodando, atrapalhando e tirando o sossego das pessoas. Vcs n estão sozinhos nos restaurantes, shoppings e as pessoas n ao obrigadas a entender e participar de cada fase dos filhos de vcs! Mamães, vcs vivem em uma sociedade!!!! Tem q aprender a dividir o espaço c as demais pessoas e ensinar o seufilhos. Essa educação permissiva é só no Brasil. Já vi, na Europa, casais sendo convidados a se retirar de restaurantes, por birras de seus filhos. Ao MSM tempo q sa raiva, lamento muito por essas crianças. O q sera dessa geração vítima dessas novas teorias permissivas????

      • Thata Tagarela

        Você está muito enganado Medeiros. Moro na Europa e nunca vi ninguém ser convidado a se retirar de nenhum restaurante daqui. E olha que eu frequento muitos restaurantes, quase todo final de semana. Conhece o ditado “Os incomodados que se mudem”? Então, serve pra você. Da próxima vez, por favor, é só seguir à risca e ficará tudo bem para todos.

  34. pais modernos, como eu, tb entendem

  35. Ei Moça não conheci o blog até hj ,mas quero que saiba que fez a diferença no meu dia hj e na minha vida.
    Obrigada por seu olhar de compaixão e sua palavras solidarias de mãe!

  36. Elisa Medeiros

    O meu olhar é de reprovação sim. O texto é muito simpático, mas a verdade é que se vc não tem condições de educar uma criança pra viver em sociedade vc não deveria tê-la. Lugares públicos são direitos de todos, quando vc traz uma criança birrenta pra eles vc invade o meu direito e o dos outros de ter paz e conforto. Quem escolheu ter um filho e lidar com as consequências disso foi você, eu não deveria ter que partilhar o seu sofrimento, por mais simpática que a sua causa seja. Lugar de criança birrenta é longe do resto das pessoas, em casa, sendo educada, até que aprenda a se comportar em público e possa finalmente viver em sociedade. Use os métodos que lhe convier, mas não imponha a sua criança escandalosa e mal educada aos outros.

    • Thata Tagarela

      Ainda bem que você faz parte de uma minoria, pois a maioria não olha com olhar de reprovação.

    • Não acredito que estou lendo isso! Quanto rancor!

    • Sou Mae de 4 filhos, trigemeos de 3 anos + 1 de 1ano. Meus filhos São criancas no geral comportadas, mas eles tambem tem os momentos de birra, manha e malcriacao. Isso nao significa que eu nao os ensino, pelo contrario eu e meu Marido nos esforcamos pra educar nossos filhos. Palmadas e chinelo São frequentemente usadoS aqui em casa, mas isso nao significa que o meu metodo de criacao seja o unico correto. Elisa Medeiros, voce foi muito infeliz no teu comentario. Em momento algum foi dito que os pais Devem deixar a criaca fazer o que quer, mas essa fase é a fase que crianca aprende limites e infelizmente nao é de um dia para o outro que isso acontece. É preciso tempo e paciencia. Se todo Mundo seguir o teu conselho, ao inves de criar criancas que sabe conviver com outras pessoas, vamos criar pessoas como voce que acha que todo Mundo ta errado e voce é a unica certa e que o “Mundo tem que parar pra voce passar”. Nao se aprende a nadar Somente na teoria, é preciso entrar na agua. Da mesma forma nao se ensina uma crianca a viver em sociedade Deixando ela presa dentro de casa. Voce mesmo disse que lugar publico é um direito a todos; Nisso eu concordo com
      Voce, sendo assim nos pais e Nossas criancas Temos os mesmo direitos que voce. Essa fase de malcriacao passa, e logo se esquece, o que nao passa mesmo é o trauma de crianca rejeitada, que cresce uma Pessoa egoista que acha que suas opinions São unica e absoluta.

    • Meu Deus vc não deve ter filhos então não se de ao trabalho de falar uma asneira dessa agora só oq faltava não vou poder sair com a minha filha pq ela faz birras q estarei invadindo a sua privacidade por favor….

  37. Thata, não conhecia seu blog, mas já virei sua fã! Acabei de ler seu texto no Facebook, uma amiga compartilhou e sabe quando você lê algo que você pensa “Escreveram para mim”? Pois é, foi basicamente isso. Sou mãe do Murilo de 2 anos e 2 meses, ele só se jogou no chão uma vez, mas nem estava fazendo birra, porém está na fase de acreditar que vai conseguir tudo na base do choro, admito que me deixa doida as vezes, tento me manter calma, tento não pirar, mas infelizmente às vezes me preocupo tanto com os olhares, com os cochichos, que acabo perdendo as estribeiras. Vivo lendo a respeito de birras, como evitá-las, como sair bem delas, e blábláblá, mas nenhum texto foi tão ao fundo, falando para mim basicamente para respirar e manter a calma, como eu o meu filho tem vontade própria, ele nem sempre vai fazer o que se espera dele, e todo mundo é assim. Obrigado por me fazer ver isso e obrigado por compartilhar esse texto, você não tem ideia da diferença que ele fez para mim, sempre que algo parecido com isso acontecer vou me lembrar das suas palavras e lembrar que essa birra vai passar, essa fase vai passar, outras viram, mas nada muda o amor de uma mãe pelo seu filho. Obrigado e grande beijo para você!

    • Thata Tagarela

      “O meu filho tem vontade própria, ele nem sempre vai fazer o que se espera dele, e todo mundo é assim.” Adorei isso que você escreveu, Bianca! É exatamente isso. crianças não são robôs e algumas pessoas ainda não conseguem entender. Mas eu tenho esperança. Obrigada pelo comentário. fez o meu dia! <3

  38. Não Acredito que li isso! Essa tal Elisa nunca foi criança não?? Meu Deus! Aposto que nem é mãe e se for, deve estar educando e criando “robôs”!

  39. Concordo plenamente com a Elisa. Criança que não aprende o espaço dos outros, não saberão quando crescer. Não sabem ouvir não. Tem pais que passam a mão na cabeça. Esses sim se tornarão monstros. Simplesmente por não ter limites. É um texto característicos de “Direitos humanos”, onde se coloca a inversão de valores a favor de uma verdadeira hipocrisia. NINGUÉM GOSTA DE CRIANÇA MAL CRIADA.

  40. Gente, em momento algum li que as mães deveriam deixar os filhos fazerem o q quiserem, nem na hora q quiserem, em momento algum li que não se deve impor um ‘não’ e um olhar severo, repreender para educar. O q li foi relato de mães, que como eu, algumas vzs, mesmo brigando, conversando, chamando atenção, orientando, até brincando e td mais, não consegue AINDA controlar um BEBÊ( O TEXTO FALA DE BEBÊ) birrento…e sobre o olhar de pessoas que criticam ao invés de saber o pq aquela criança está chorando.

    Acho q estão confundindo com as crianças maiores, que já entendem, ja falam, já obedecem, ai sim, nesse caso acho q pode ser omissão, falta de chamada.

    Antes de ter filho (birrento), eu tbm achava, mesmo sem criticar tanto quem já tinha, que eu conseguiria controlar meu filho só no olhar e na conversa. Na prática não é assim. De td ja tentei, até mesmo as palmadinhas que muitas vzs me levavam ao estresse. De td que tento, algumas vzs dá certo, outras não, se trata de um bebê e eu não posso exigir que ele reaja do jeito que eu gostaria sempre. Mas o q eu faço se no supermercado, no shopping, na rua ele se bate todo pq qr pegar em algo, pq qr descer, pq qr so ficar no colo, pq qr o q qr?…ai eu paro, converso, brigo, bato e ele n para.. vou bater e ver ele no outro dia qrendo me bater pq não fiz o q ele qria? vou por de castigo e deixá-lo mais estressado pq ja n lembra do q ele fez?
    Sem dúvida isso é fase, quero que me filho adquira bom comportamento, entenda o por que das coisas, mas não vou impondo, vou ensinando, não quero que ele aprenda “não pode pq simplesmente n pode”…td tem seu motivo e isso quero que ele entenda conforme vai crescendo e não, não sou uma mãe permissiva, omissa, pelo contrário….
    Continuo achando o texto super, super, super coerente com as verdadeiras mães.

    • Kariza que resposta linda!! Antes de ser mãe eu também achava que quando eu tivesse um filho que “jamais ele vai ser birrento, mal educado! Capaz mesmo, ele vai aprender na marra, vai entender só com meu olhar”, quanta ilusão! A pratica é outra! As respostas das mamães aqui são super coerentes e como vc mesma disse, o texto fala sobre Bebês! O que eu quero é passar valores para minha filha, quero que ela saiba o que é certo e o que é errado, e que isso é apenas uma fase em que ela está aprendendo a lidar com suas vontades, e como bebê, não sabe expressar ainda seus sentimentos e essa é a única forma dela mostrar o que sente naquele momento. É com muito amor, carinho e paciência que vamos conseguir educar nossos filhos.

      • Exatamente Priscila… com carinho, dedicação e muita atenção para expressões não se tornarem manhas e mais tarde falta de pulso, conseguiremos sim dar uma boa educação de casa para os nossos bebês.
        E tenho que confessar, eu tenho vergonha dos olhares de críticas que enfrento nas ruas…esse texto me alivia um pouquinho em saber que sou sim uma boa mãe como tantas outras e que passam pelo mesmo q eu.
        Muitas vzs fico sem saber como agir, as pessoas so sabem falar mal. Se eu enfrento os chiliquinhos dele tentando amansar, conversar, entreter vão falar que não ponho limite, que não tenho moral, se brigo, bato, olho severamente aparece um monte de urubu dizendo que péssima mãe, isso não se faz com uma criança, chamem o conselho tutelar…rsrsrs…povo adora meter a colher na vida alheia n olha pro seu rabinho.

  41. Gostei do texto… Eu não sou mãe, durante muitos anos fazia-me impressão choro de crianças, birras, é claro que os pais não controlam isso, já vi birras em que os pais repreendiam e as pessoas reclamavam por ter dado uma palmada, outras vezes é porque não repreendiam. “É se preso por ter cão e por não ter.” Tenho uma sobrinha de 10 meses que chorava muito, era noite e dia, eu tive de aprender a lidar com a situação, pois parecia que as estávamos a matar, os médicos diziam que era dela. Eu falava com ela e dizia a tia está aqui, gosta muito de ti. eu não sei se foi disso mas ela começou a não chorar comigo. Agora está na fase das birras, se a contrariamos ui é uma choradeira. Ainda me estou a adaptar. mas ela entende quando dizemos não mexe. Dou muito valor as outras mães, sei que muitas vezes não temos paciência, dizemos está chato ou chata, mas porque não temos a paciência, As crianças requerem muita atenção, mas acho que apesar disso é uma alegria ver um sorriso na cara destes. são uma emoção muito grande,
    Força a todas a mães e pais. Cada um faz o melhor que sabe.

  42. Oi gente. Tenho uma bebê de 1 ano e 7 meses e uma adolescente de 14 anos. Quando bebê, a mais velha era super quieta, tranquila, tipo estas crianças que deixamos sentadas, fazemos tudo em casa e quando terminamos elas ainda estão sentadas quietas , e isso é até hj. Eu acreditava que crianças que faziam birra na rua era culpa dos pais sim. Mas aí veio a minha mais nova com o comportamento e temperamento completamente diferente da outra. A partir dela eu consegui compreender que a culpa não é nossa, que é uma fase e que cada criança é diferente da outra. Eu educo as duas da mesma maneira, pq com uma deu “certo” e com a outra não? Hoje eu sei, elas não são robôs, são pessoas diferentes, com personalidades distintas.
    Já sofri algumas vezes com a bebê na rua, com olhares de reprovação, pois ela é muuuuito ativa, corre, mexe com tudo e com todos, faz uma pirraça de vez em quando e eu chamo a atenção, claro, mas não grito, não bato e não ameaço. Eu converso, olho, sorrio, trato com amor, carinho e tenho muita paciência. Ela está aprendendo a viver em sociedade, ainda não sabe o que é certo ou errado, não vou privar a minha filha de andar na rua por conta de pessoas que ainda não compreenderam o que é ser mãe, ela não é um bicho que deva ser domesticado antes de sair de casa é um ser humano como qualquer outro e merece o respeito.

  43. todas que concordam aqui pode ter certeza que nao possuem respeito e tratam os filhos , netos de forma igual , com a mesma maturidade mental da criança .
    Fazem isto , porque ao baterem no pai o mesmo se abaixa e fala manso : nao faça isto …. oque a criança irá achar ? que o pai não é pai ( autoridade e protetor) e sim uma outra criança que cuida dele apenas …….Filho birrento em 90% dos casos quando o mesmo nao é patológico é culpa sim da forma de criação que a criança está recebendo , que provavelmente é errada para o tipo de personalidade que esta se manifestando nela ….. Vamos confessar nossos erros e defeitos que fica mais facil …..A vida adulta destas crianças nao ajoelhará e falará manso com elas ……irá ser uma geração de mimados e movidos a anti-depressivos .

  44. Discordei do texto completamente… Já tivemos a era da palmatória, mas atualmente enfrentamos o oposto uma epidemia nacional de pais incapazes de frustrar e dar limites aos seus filhos… As mães têm que ser tão amáveis quanto duras, e fazer isso não com o objetivo de não passar vergonha em shoppings, mas de dar ao seu filho a maravilhosa oportunidade dele crescer e evoluir sabendo lidar com a própria frustração..

    Uma criança que faz birra, que chora para que façam sua vontade, que fica pedindo doces ou brinquedos, é uma criança normal… Mas uma criança com mais de dois anos que se joga no chão do shopping e chora para chamar a atenção de todos, já passou há muito do normal, está denunciando que a mãe dá muito amor e afeto,. mas não dá o mínimo de algo tão importante quanto carinho, disciplina e autocontrole… Mas nunca é tarde para começar, apesar de que, quanto maior a criança, mas ela sofrerá para aprender a lidar com as frustrações…

  45. Oi Thata! Uma amiga minha me mandou esse texto e não acreditei quando li. Me sinto exatamente assim! Meu filho tem 2 anos e 4 meses e posso dizer que ele é um furacão em pessoa. Faz manhas, birras e só quer saber de correr. Todos dão pitaco. “Que não pode isso”, que “está errado aquilo”, “deixa ele, mãe!”. Já deixei de sair de casa para evitar os olhares de reprovação das outras pessoas. Meu filho nasceu prematuro e demorei 2 meses para segurá-lo no colo pela 1ª vez e 3 para finalmente chegar em casa. Talvez o superprotegi demais …fazer o que? Não sou perfeita. Ninguém é. Ser mãe é viver sentindo culpa, não importa o que vc faça. Todos me falam para ter calma que vai passar. E vai mesmo…eu sei que vai. Julgar é fácil, difícil é se colocar no lugar do outro.

    • Thata Tagarela

      Renata, sempre vão aparecer pessoas para nos julgar e julgar a nossa forma de maternar. Para pagar as contas ninguém aparece, né? Sinto muito por tudo o que você passou no início, por ter demorado a segurar o seu bebê no colo :( Sempre digo que quando nasce uma mãe nasce uma culpa. Não deixe de sair de casa. Eu dou o meu máximo para o meu filho, faço o meu melhor. Se ele tem uma crise de birra na rua eu tento controlar com muito apego e sem violência (que é totalmente desnecessária, vou falar sobre isso em breve aqui no blog). Então se tem alguém olhando de cara feia pra mim vai ter dois trabalhos 1- olhar 2- parar de olhar. Porque eu não ligo MESMO. Os incomodados que se mudem, como eu já disse. Não sou uma mãe omissa que não sabe criar o filho e disso eu tenho plena consciência. Geralmente não consigo conter as birras quando ele tem sono ou fome, porque aí é uma questão fisiológica. Já leu as dicas para lidar com as birras que tem aqui no blog? Beijos

  46. O post é um pouco velhinho, mas me atraiu bastante. Isso é uma das coisas que tenho mais receio.. Serei mae de primeira viagem, e quem nunca se deparou com crianças fazendo birra no meio do shopping, ou qualquer outro local publico ne ?! E vou ser sincera, não vou dizer que nunca olhei com esse olhar de reprovação, quando mais nova fazia isso .. mas depois de um tempo amadurecemos.. muito antes de sequer pensar em ter um filho, comecei a me colocar no lugar dessas mulheres. Eu acho muito dificil ignorar esses olhares, mas com certeza nao vou deixar de sair com meu filho pelo fato dele, talvez, ficar de birra, rsrs. ADorei o texto !
    Beijo grande

  47. Tenho um filho de 2 anos e 7 meses. Ontem passamos vergonha no restaurante por causa dos chiliques. Eu concordo que até os 3 anos é normal as crianças terem chiliques, birras. Isso porque ainda estão sendo educadas, moldadas. Ninguém aprende de uma hora para outra. Até adestramento de animais leva-se tempo. Educar um ser humano leva-se igualmente tempo e é algo muito mais complexo. Porém, passou dos 3, 4 anos a educação deve ser revista, se acaso as birras ou chiliques persistirem. Estou aguardando os 3 anos para rever severamente o meu modo de educar (até mesmo porque vou colocá-lo na escolinha esse semestre e quero acompanhar o desenvolvimento).

    Há poucos meses o meu filho estava com a mania de bater no meu rosto e do pai. Em inúmeras vezes alertei-o que aquilo não era legal, que eu estava triste (sempre olhando nos olhos)…. blá-blá-blá. Nada adiantava. Foram meses nesta tentativa. Eu estava ESGOTADA! Até que um dia ele deu um tapa no rosto do meu sogro (já idoso)…..neste dia o sangue subiu, ferveu!!!! Então dei sim um belo tapa na perna dele. Eu disse lhe que apanhou porque bateu. E que apanharia mais vezes se voltasse a bater em mim, no papai ou nos avós. Meu!!!!! Doeu em mim. Meu coração partiu em mil pedaços. Chorei copiosamente escondido. Mas nunca mais o meu filho me bateu no rosto e nem nos avós, que receberam a graça de ter o único neto (tão aguardado) à beira dos 75 anos.

    • o problema é que deixar pra educar quando completar 3 anos pode ser trade demais e a criança ja sestará acostumada com atitudes que vai ser mais difícil de tirar. Acho que o rigor deve ser desde o começo, mas claro, levando em consideração a idade da criança. Mas vc reconhecer o problema do seu filho já é ótimo. A maioria das maes acham normal.

      • Thata Tagarela

        O “chilique” acontece por quê?
        Não dá pra vir com essa de “é a toa” ou “é sem motivo” porque a única chance de isso ser verdade é se seu filho for sociopata. É uma suspeita que alguma mãe tem, por acaso? Alguém acha que tá criando um pequeno psicopata em casa? Nem tem como fechar esse diagnóstico tão cedo, mas é o único tipo de caso em que a criança faria coisas assim premeditadamente sem motivo nenhum.
        Em geral, a resposta sincera é “eu não sei” e a gente normalmente não sabe porque não estava prestando atenção nos vários sinais que a criança deu antes de explodir. Não porque a gente é ruim ou má mãe, mas porque é ocidental, brasileira, vive em 2014 e nossa cultura é de ignorar crianças pequenas e impor que elas existam de acordo com a nossa conveniência.
        É como quando vem aqui uma mãe de bebê recém nascido, fala que o bebê chora muito, a gente diz pra pegar no colo, pra colocar o bebê no sling. Aí a mãe responde “mas eu fico com ele no colo o dia todo”. Não, não fica! Não fica porque essa mãe não é uma aborígene do interior da Naníbia, não cresceu na Mongólia, não é índia da reserva do Xingú! Ela é ocidental, brasileira, vive neste século e não 1000 anos atrás. E as brasileiras não pegam o bebê por muito tempo no colo, pegam mais que as alemãs com certeza, mas não pegam muito tempo porque “tem coisa importante pra fazer”. Fez sentido o exemplo?
        Culturalmente a gente não presta atenção na criança. A gente cala o choro do recém nascido com chupeta e remédio. Ignora as tentativas de comunicação deles. Finge que não viu. Exige deles mais flexibilidade do que a gente mesmo é capaz. E passa por cima das necessidades deles “só dessa vez” que na verdade acaba sendo todo dia. Eles chamam e a gente diz “só um pouquinho” e esquece de ir. A gente senta pra brincar com eles, mas não tá ali de verdade. Porque tem milhões de coisas para fazer. E quando finalmente senta pra brincar se liga que nem tem tanta conexão com o filho assim, começa a mostrar como “tem que brincar” e ainda fica indignada quando a criança perde o interesse.
        E aí, quando o negócio explode a gente não sabe da onde veio! E aí qual a explicação dada culturalmente? Que ele tá tentando te manipular, mandar em você, que não tem limites, que acha que pode fazer o que quiser.
        Bem-vinda à contradição da maternidade ocidental!
        Porque o “chilique” é o quê, na verdade? É uma desorganização neurológica temporária.
        Vamos falar de cérebro!
        Existem 3 partes de cérebro (ou pelo menos em termos de comportamento é assim que importa a divisão): o cérebro reptiliano, o sistema límbico e o neocortex.
        Um bebê nasce com o reptiliano completamente desenvolvido. Ele é responsável pelos comportamentos involuntários que nos fazem sobreviver. É responsável por garantir que sobrevivamos. É ele que dispara o choro do recém nascido quando deixamos ele no berço, porque bebê ficar sozinho foi risco imediato à sobrevivência por muito tempo na história da humanidade. O instinto de sobrevivência atua aqui! Lutar ou correr, ou então paralisar numa situação difícil. Tudo regido por essa parte do cérebro. E aqui não há nenhum tipo de pensamento racional! Quando você, adulto, perde a cabeça é pra cá que você vem! E aqui não é possível analisar consequências, repensar escolhas, aqui não há raciocínio, só há ação. Um adendo, essa parte é quem vai reger o trabalho de parto, ato puramente fisiológico. Interessante, né?
        O sistema límbico concentra emoções. Em geral se desenvolve quase totalmente até os 5 anos, com pico de desenvolvimento onde, onde, onde? No Terrible Two!!! E tem um outro pico na adolescência (qualquer semelhança, aliás, não é mera coincidência). Aqui vem uma enxurrada de emoções e sentimentos em reação ao que acontece, às experiências vividas. E, claro, da mesma forma como pra andar o bebê cai muitas vezes, aqui ele “erra a medida” muitas vezes. Ele tem muito pouca experiência de vida pra conseguir medir do jeito certo como reagir e muito pouco controle sobre essas emoções todas ainda, então a coisa sempre parece exagerada aos nossos olhos. Parece exagerada pra gente, cujo sistema límbico tá bem treinadinho já! As conexões aqui ainda estão sendo feitas e elas são reforçadas a partir das experiências diárias. Como isso acontece depende de como eles serão ensinados a lidar com essas emoções. Da mesma forma como pra aprender a andar é necessário prática. E, claro, uma criança com 1/2/3 anos de idade não tem quase nenhum controle sobre as próprias emoções, é uma enxurrada que toma ela de repente, o controle vem com o passar dos anos. E é por isso que crianças de 7 anos não fazem isso! Ou pelo menos, não do mesmo jeito que uma criança de 2 anos. Qual foi a última criança de 7 anos que você viu esperneando no chão do supermercado?
        Neocortex, a maravilha que nos distingue plenamente de todas as outras espécies. O lugar onde ocorre o pensamento racional! Embora comece a se desenvolver no nascimento, a coisa aqui só anda mesmo depois dos 5 anos de idade e termina lá pelos 20. Ação e reação, capacidade de premeditação, linguagem, capacidade de se entender como alguém no mundo, de se colocar no lugar do outro, de calcular as consequências de um problema, capacidade de perceber porque algo aconteceu e mais um monte de outros raciocínios complexos e abstratos são produzidos através de ligações neurológicas no neocortex! Isso quer dizer que crianças pequenas não conseguem compreender a razão da maioria dos limites e mesmo quando conseguem, elas ainda não tem autocontrole desenvolvido pra seguir o limite. Isso depende basicamente de prática e tempo pro cérebro se desenvolver.
        Sabe o que acontece no “chilique”? A irrigação de sangue é drasticamente reduzida do neocortex pro sistema límbico. Ele toma conta do organismo da pessoa, sem irrigação e oxigenação apropriada no neocortex, ele NÃO FUNCIONA direito (no caso de uma criança pequena ele já é subdesenvolvido). Com certeza todo mundo aqui já experimentou uma situação em que a gente “perde a cabeça”, esse perder a cabeça é literalmente perder o acesso ao neocortex, fazendo com que você não consiga raciocinar. É isso que acontece quando a gente se irrita, fica impaciente, quando se desespera, quando sente raiva. Não consegue raciocinar direito, porque falta sangue no neocortex!
        Técnicas como respirar fundo, contar até 10, dar uma volta antes de explodir são todas formas de trazer a oxigenação pro neocortex de novo. Baixar o cortisol e subir os níveis de ocitocina. Crianças pequenas, que mamam, automaticamente pedem pra mamar quando começam a sentir o sistema límbico desregulando, porque mamar joga muita ocitocina no organismo, não podendo mamar (e a maioria absoluta de crianças de 2 anos na nossa sociedade não mama mais) elas se jogam nos braços da mãe ou do cuidador de confiança (toque físico libera ocitocina também). Por isso a criança cai, sente dor, sente medo e corre pros pais. Isso se chama inteligência emocional e não dependência emocional.
        Uma das técnicas mais rápidas de trazer o sangue de volta pro neocortex é literalmente massagear a testa!
        Dependendo de como reagem ao desequilíbrio emocional da criança, ela vai estabelecendo ligações e reforçando padrões neurológicos que se tornam referencial de conduta. Isso tudo é feito nos primeiros anos de vida. E é aqui que as atitudes práticas entram e que a nossa cultura, especificamente, fez uma salada.
        Se, quando o desequilíbrio acontece, a reação dos adultos cuidadores é de ensinar essa criança trazendo o sangue de volta pro neocortex, ela vai conseguindo raciocinar em cima dessas emoções, categoriza-las adequadamente e por fim controla-las. Isso tudo com prática e tempo (porque não dá pra apressar o desenvolvimento do cérebro). Oportunidades pra esse aprendizado é que não faltam na vida de crianças de menos de 5 anos.
        Se, porém, a reação é desconforto com o estado emocional da criança, ou de repressão a esse estado (lembrando novamente) absolutamente normal do desenvolvimento infantil, se a reação dos cuidadores faz com que a criança se sinta ameaçada, aí temos um problema. Porque se a criança se sente ameaçada o sangue é reduzido do límbico pro cérebro reptiliano, onde ela em alerta e modo de sobrevivência.
        E é isso que nós culturalmente fazemos. Ignoramos o motivo pelo qual a criança tá desregulada e reagimos como se ela tivesse pleno controle sobre o sistema límbico e pior agimos como se estivesse fingindo.
        Na prática: a gente ignora ou bate, briga, grita com a criança porque ela está emocionalmente desregulada, numa demonstração patética de um “chilique” adulto. Como se isso pudesse fazer ela parar de sentir o que está sentindo, em nenhum momento ajudamos a criança a se acalmar, trazer a oxigenação de volta pro neocortex pra ajudar ela a raciocinar com o pouco cérebro desenvolvido que tem. Pelo contrário, nessa hora negamos peito, abraço, voz calma, tudo o que poderia ajudar.
        Como nós mesmos fomos reprimidos assim, as emoções cruas das crianças nos incomodam e reagimos de acordo com o mesmo padrão reforçado na nossa infância.
        Nossos métodos de resolver são violentos e levam a criança diretamente pro cérebro reptiliano. A questão é que nesse lugar do cérebro, além de não conseguir raciocinar, você é capaz de fazer coisas que normalmente não seria. Não só agir como nunca agiria se estivesse calmo, mas literalmente ganha habilidades que só aparecem aqui. Como por exemplo correr quilometros e quilometros fugindo de um cativeiro onde um assassino queria te matar, mesmo sendo uma pessoa sedentária. Ou se jogar em cima de um cão feroz atacando seu filho e conseguir matar o cão, além de resgatar o filho. Ou ser capaz de abafar todas as suas emoções e “obedecer” mesmo sem autocontrole desenvolvido pra isso ainda.
        Deu pra entender o problema?
        Nós normalmente negligenciamos as necessidades das crianças pequenas e exigimos delas uma flexibilidade fora do comum, tudo pela nossa conveniência. Aí a criança vai se descontrolando, nós ignoramos os sinais. Quando ela surta, não sabemos da onde vem aquilo, entramos num estado automático de repressão de sentimentos efetuando o padrão estabelecido no nosso cérebro quando pequenos. Fazemos isso interpretando a desregulagem emocional da criança como falsa e sem motivo. Aplicamos métodos violentos que jogam a criança no cérebro reptiliano dela e aí ela consegue “ficar quieta na igreja”, “não bater no coleguinha”, “parar de chorar e te seguir no mercado”. E aí interpretamos isso como um reforço da crença de que a criança realmente estava fingindo e tentando nos manipular. E vira um círculo vicioso.
        Só se muda a forma de reagir a essa fase normal das crianças com informação correta sobre desenvolvimento infantil. Com as informações erradas, a gente interpreta errado.
        Com a prática, a criança vai conseguindo “se controlar e obedecer” cada vez mais rápido, da mesma forma que um bebê pequeno dorme cada vez mais rápido ao ser deixado pra chorar, o cérebro reptiliano faz de tudo pela sobrevivência. Consegue feitos realmente incríveis!
        Deu pra entender porque é que funciona? Ignorar funciona! Gritar funciona! Bater na mãozinha funciona! Funciona a curtíssimo prazo e com a prática o resultado é cada vez mais imediato. O que segue reforçando a crença da criança manipuladora.
        E temos várias consequências aí. A 1ª é no vínculo mãe-filho, ou cuidador-criança, que vai se enfraquecendo. A mãe acreditando cada vez menos na autenticidade do filho e o filho com cada vez mais medo da pessoa de quem ele depende e ama.
        A 2ª é que vai sendo reforçado no cérebro um padrão de que quando determinadas emoções aparecem, corre-se pro cérebro reptiliano ao invés de ir pro neocortex. A regulagem e adequação de emoções fica falha. Claro que com o passar dos anos vamos ganhando mais experiência e a situações que disparam nosso sistema límbico de forma tão aguda diminuem, mas elas ainda acontecem na vida adulta. E todos nós conhecemos adultos “cabeça quente” que “não pensam antes de falar/agir”. Não tem como pensar mesmo se seu cérebro sempre vai pro lugar errado. E aí a gente é capaz de cometer atrocidades mesmo. É a mãe que espanca o filho até a morte, é o marido que bate na esposa, é o cara que sai beber e gasta o dinheiro da família porque estava triste, é o juiz que usa de todos os seus poderes para acabar com uma fiscal que ousou aplicar a lei nele. É a multidão em histeria coletiva linchando alguém, é o estupro coletivo, é o tacar fogo no índio, o amarrar o negro no poste. Uma desregulagem emocional de alguém cujo padrão é sempre correr pro cérebro primitivo, é se sentir ameaçado por coisas aparentemente insignificantes e desencadear uma reação inimaginável em resposta.
        A 3ª é que só funciona pra “educar” a criança a curto prazo, a médio e longo esse tipo de abordagem aumenta a quantidade de “mal comportamento” e de eventos críticos no sistema límbico e faz com que a criança minta e se esquive, pra evitar a punição, até porque ela não confia mais nesse adulto e até agora ninguém ensinou o que efetivamente deveria ser feito, isso ela tem que descobrir sozinha. O aumento de episódios costuma ser interpretado como falta de “pulso firme” e uma crença de que “imagina se eu não colocasse de castigo?” confirmando a natureza selvagem das crianças e reafirmando as posturas punitivas.
        É preciso outro modelo pra ver outros tipos de resultados.
        Entender essa desregulagem emocional como um evento normal da vida de uma criança pequena, não se sentir ameaçado pela crueza dos sentimentos dela e acolhe-la e ajuda-la a lidar com aqueles sentimentos todos é uma abordagem que dá muito mais trabalho. Mas, é muito mais efetiva!
        Não vai evitar que aconteça, isso é impossível. Mas, vai fortalecer o vínculo cuidador-criança, vai ensinar e dar ferramentas pra lidar com essas emoções de forma apropriada, vai estabelecer um padrão de voltar pro neocortex ao invés de se refugiar no reptiliano (padrão que ela vai levar pra vida adulta) e é muito mais efetivo em termos de diminuir o número e o tempo dos surtos no sistema límbico.
        Claro, pode parecer que você não está fazendo nada quando compara com o filho da vizinha que passa o tempo todo no supermercado sem dar um pio dentro do carrinho.
        Mas, aí você tem que pensar em qual seu objetivo na vida do seu filho, né? Que tipo de abuso a criança sofreu pra aprender isso? É um preço que você está disposta a pagar? Só pra ter a aprovação de outras pessoas sobre você como mãe disciplinadora?
        Importa mais o quê? A relação com seu filho ou a aprovação dos outros? Quem é que vai entregar um adulto responsável pro mundo depois? Quem é que vai saber não ser dominado pelos próprios sentimentos? Situações que nos tiram do eixo, que jogam nosso emocional numa montanha-russa sempre vão ocorrer, quem vai saber lidar com elas e colocar tudo de volta sob controle sem causar danos ao redor?
        Então, volta lá: Faz o que na hora do “chilique”?
        Depende do motivo, ué!
        O fato é que nessa idade aí a gente presta menos atenção nas necessidades básicas deles. Então, fome, sono, sede, cansaço e dor são coisas que deixam a criança (e qualquer adulto, diga-se de passagem) predisposto a surtar. Prevenção aqui vale ouro!
        E depois disso tem fatores emocionais: medo, ansiedade, etc. Que precisam ser tratadas especificamente.
        Tem culturas em que essa desregulagem emocional é menos aguda nas crianças. Em parte porque os adultos se desenvolveram com o padrão correto, indo pro neocortex, então eles não se sentem ameaçados pelos sentimentos da crianças. Eles sabem que é normal e passageiro, vão ensinando com calma e pelo exemplo. O completo oposto da nossa sociedade, em que exigimos das crianças um padrão de perfeição e autocontrole emocional que nem nós mesmos conseguimos atingir. E em parte porque poucas sociedade exigem tanto dos seus participantes, poucas culturas negligenciam necessidades básicas como a cultura ocidental. Comemos mal, quase todo mundo costuma estar em algum nível de desidratação, dormimos pouco, convivemos quase sempre com a dor em algum lugar, vivemos ansiosos, com medo, correndo. Isso nos deixa sempre no limite. Como resposta nossas crianças realmente reagem mais frequentemente a esse descompasso. Dá pra tentar mudar alguma coisa, mas continuamos ocidentais…por mais que gostemos de nos chamar de índias!
        Sei que falei, falei, falei e de prático não disse nada!
        Não dei uma dica de como agir. Mas, não dá pra dar dicas se continuarmos nos guiando pelo padrão anterior. Não funciona!
        Primeiro informação sobre desenvolvimento infantil, pra entendermos o que tá acontecendo e porquê, depois pensamos em como intervir.
        Ps.: Aliás, depois de tudo isso já deu de chamar a crise emocional da criança de “xilique”, né? Não é chilique, não é manha, não é drama, não é show, não é birra, não é escândalo, não é piti. É uma crise emocional no sistema límbico, um desiquilibrio neurológico passageiro, uma necessidade de ajuda pra lidar com alguma situação, é um curto circuito no cérebro. Não é voluntário! Não é premeditado! E não é fingido!
        Eu sei que muitas de nós usamos essa palavra “na falta de outra”, mas pensem comigo: se uma mãe vem aqui e diz que o bebê de 5 dias tá fazendo manha, a gente imediatamente rebate dizendo que “não é manha, que é comunicação, que o bebê está precisando de algo, normalmente peito”. Por que é que com a criança de 2 anos a gente aceita a palavra “manha”? Porque no fundo a gente não acredita que a criança esteja com problema nenhum. E se a gente não acredita que há um problema, a gente não acredita que ela precisa de ajuda. Se a gente não acredita que ela precisa de ajuda, a gente não ajuda! E a gente deixa a criança sozinha tentando descobrir como faz pra sair daquele labirinto emocional e ainda pune por ela ter um problema.
        Então, daqui pra frente, vamos combinar de não usar mais essas palavras tão pejorativas? Vamos usar “não está conseguindo lidar com seus sentimentos”, ou “está desregulada”, ou precisa de “ajuda pra se acalmar”, ou “está com dificuldade”, até “perdeu a cabeça” é melhor do que qualquer das palavras tradicionais. Qualquer coisa que traga à tona a situação real, que é isso não ser o normal, que a criança está precisando de ajuda, que isso vai passar.
        As palavras importam.

        Autoria Stheffany Nering

        • Não sou mãe ainda, mas já não julgo as outras mães ao ver crianças com birra.
          Li todo seu comentário. Trata-se de um livro? Achei muito interessante. Sempre fui reprimida na infância, por minha mãe e acho q cresci com medo dela e não com respeito.
          Será q mesmo sendo ocidental conseguirei educar meu filho da maneira correta?
          Hj eu perco a cabeça como vc disse no texto com certa frequência. Tenho 25 anos e o emocional por vezes mega descontrolado. não sei se teria vindo desde minha infância…
          Enfim, gostaria de ler mais a respeito se puder informar sobre, agradeço.
          Bjs. Belo texto e belo blog.

  48. Tenho uma filha de 3 anos, e tenho passado por cada uma, se assiste tv, e vai para o comercial ela grita, se joga no chão e tudo isso me deixa irritada, tento me controlar para não lhe deixar no cantinho da disciplina. e quando vou ao supermercado é um dilema, queres pegar as guloseimas, e tento fazer restrições, ela se joga no chão, grita. afff. é muito sério essa fase.

  49. No meu tempo não era assim. A verdade é que hoje em dia os pais e as mães são fracos, sem autoridade. Lembro quando um olhar já bastava pra criança engolir o choro e se comportar. Poi sé, os tempo mudaram, hoje em dia é “errado” corrigi os filhos, é politicamente incorreto. Essa é a consequência… Lidem com isso.

    • Mamães modernas .. educação é educação ,independente da mudança dos tempos. Se não têm autoridade com seu filho , não nos obrigue a ouvir verdadeiras sinfonias estridentes e excesso de falta de educação . Fique em casa e não divida sua inabilidade conosco.

  50. Ser uma “mãe chata” faz filhos crescerem mais bem-sucedidos, diz estudo
    por Paulo Nobuo

    Se você se sente culpada por parecer rígida demais com os filhos e teme que eles pensem que você é uma mãe “chata”, saiba que os especialistas estão do seu lado e que, no futuro, seus pequenos vão te agradecer pela forma como a qual foram criados.

    Leia também:
    6 lições que uma mãe deveria ensinar para sua filha

    Entenda por que a rigidez na educação pode ser boa para o futuro dos filhos
    De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Essex, na Inglaterra, filhos de mães rígidas são mais bem-sucedidos profissionalmente do que as crianças que foram criadas por mães menos insistentes.

    Para chegar a esta conclusão, pesquisadores acompanharam durante seis anos a vida de 15.500 meninas entre idades de 13 e 14 e descobriram que as meninas com as mães que estabeleceram padrões elevados na educação dos filhos tinham maiores chances de frequentar uma faculdade e ganhar salários mais altos.

    Outro benefício de se ter uma “mãe chata”, de acordo com o estudo, é de que as mesmas meninas analisadas eram menos propensas a engravidar na adolescência. Portanto, se manter a ordem e criar regras em casa parece algo difícil e pouco popular, tenha em mente de que, no futuro, seus filhos se tornarão adultos conscientes e independentes.

    http://www.bolsademulher.com/comportamento/ser-uma-mae-chata-faz-filhos-crescerem-mais-bem-sucedidos-diz-estudo

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    Infantolatria: as consequências de deixar a criança ser o centro da família

    Além das complicações na vida dos filhos, como dificuldade de socialização e insegurança, deixar a criança comandar a dinâmica familiar pode prejudicar – e muito – o casal

    As atividades da família são definidas em função dos filhos, assim como o cardápio de qualquer refeição. As músicas ouvidas no carro e os programas assistidos na televisão precisam acompanhar o gosto dos pequenos, nunca dos adultos. Em resumo, são as crianças que comandam o que acontece e o que deixa de acontecer em casa. Quando isso acontece e elas já têm mais de dois anos de idade, é hora de acender uma luz de alerta. Eis aí um caso de infantolatria.

    “O processo de mudança nos conceitos de família iniciado no século 18 por Jean-Jacques Rousseau [filósofo suíço, um dos principais nomes do Iluminismo] chegou ao século 20 com a ‘religião da maternidade’, em que o bebê é um deus e a mãe, uma santa. Instituiu-se o que é uma boa mãe sob a crença de que ela é responsável e culpada por tudo que acontece na vida do filho, tudo que ele faz e fará. Muitos afirmam que a mulher venceu, pois emancipou-se e foi para o mercado de trabalho, mas não: é a criança que entra no século 21 como a vitoriosa. Esta é a semente da infantolatria”, explica a psicanalista Marcia Neder, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Psicanálise e Educação da Universidade de São Paulo (Nuppe-USP) e autora do livro “Déspotas Mirins – O Poder nas Novas Famílias”, da editora Zagodoni.

    Em poucas palavras, Marcia define infantolatria como “a instituição da mãe como súdita do filho e o adulto se colocando absolutamente disponível para a criança”. E exime os pequenos de qualquer responsabilidade sobre o quadro: “Um bebê não tem poder para determinar como será a dinâmica familiar. Se isso acontece, é porque os pais promovem”.

    Reinado curto

    A verdade é que existe um período em que os filhos podem reinar na família, mas ele é curto. “Quando o bebê nasce e chega em casa, precisa ser colocado no centro das ações, pois precisa ser decifrado, entendido. Ele deve perder o trono no final do primeiro, no máximo ao longo do segundo ano de vida, para entender que existe o outro, com necessidades e vontades diferentes das dele”, esclarece Vera Blondina Zimmermann, psicóloga do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    A infantolatria ganha espaço quando os pais não sabem ou não conseguem fazer essa adequação da criança à realidade que a cerca e a mantêm no centro das atenções por tempo indefinido. “Em uma família com relacionamento saudável, o filho entra e tem que ser adaptado à dinâmica da casa, à rotina dos adultos”, afirma a psicóloga.

    Segurança ou insegurança?

    Na casa da analista contábil Paula Torres, é ao redor de Luigi, de cinco anos, que tudo acontece. Entre os privilégios do garoto estão definir o canal em que a TV fica ligada e o dia do fim de semana em que será servida pizza no jantar. “Acho importante a criança se sentir amada e saber que suas vontades são relevantes para a família”, opina.

    Ela conta que seu marido, o também analista contábil Luiz André Torres, não gosta muito disso e constantemente reclama que o filho é mimado demais. “Mas bato o pé e defendo essa proteção. Quando o Luigi crescer, será mais seguro para lidar com os adultos, já que suas opiniões são levadas em consideração pelos adultos com quem ele convive desde já”, acredita.

    Não é o que as especialistas dizem. “Se o filho fica no nível dos pais, acaba criando para si uma falsa sensação de poder e autonomia que, em um momento mais adiante, se traduzirá em uma profunda insegurança. Ele sentirá a falta de uma referência forte de segurança de um adulto em sua formação”, explica Vera.

    Marcia diz ainda que, ao chegar à idade adulta, esse filho cobrará os pais. “Ele olhará ao redor e verá outras pessoas se realizando independentemente dele. A criança que acha que o mundo tem que parar para ela passar não consegue imaginar isso acontecendo e não está preparada para lidar com a mínima das frustrações. Em algum ponto, acusará os pais de terem sido omissos”.

    Para Vera, supervalorizar os pequenos e nivelá-los aos adultos “é o resultado de uma projeção narcísica dos pais nos filhos, que se veem nas qualidades que enxergam em suas crianças”. Marcia concorda: “Isso tudo tem a ver com a vaidade da mãe, que considera aquele filho uma parte melhorada dela própria e, por isso, a criatura mais importante do mundo”.

    Os alertas do dia a dia

    Muitas vezes, os pais não se dão conta de que estão tratando os filhos como reis ou rainhas, então precisam levar uns chacoalhões da realidade fora de suas casas. “Eles geralmente caem em si quando começa a sociabilização. A escola reclama porque o aluno não respeita as regras, a criança tem dificuldade para fazer amiguinhos porque as outras, com autoestima positiva, não querem ficar perto de alguém que ache que manda em todos”, aponta Vera.

    “Em um futuro bem imediato, as reações dos colegas podem fazer a criança perceber que precisa mudar. Ela se comportará com eles como faz com a família e receberá a não-aceitação como resposta. Terá de lidar com isso para ter amigos”, afirma Marcia.

    Mesmo assim, ela ainda correrá o risco de não conseguir rever seus comportamentos devido a uma superproteção parental, adverte Vera: “Em alguns casos dá para ela se salvar, mas muitos pais preferem culpar o ‘mundo injusto com seu filho perfeito’, o que impede que ela entenda as necessidades dos outros e reforça seus problemas de inadequação para a adaptação social”.

    E como fica o casal?

    Além de todas as complicações causadas pela infantolatria na vida dos filhos, ela prejudica – e muito – o casal que a promove. “Na relação saudável, o casal continua sendo o mais importante na família mesmo com a chegada da criança. Se os pais mantêm o filho no centro por mais tempo do que o necessário, acabarão se afastando”, alerta Vera.

    “Some o casal. O ‘marido’ e a ‘mulher’ passam a ser o ‘pai’ e a ‘mãe’. E se em uma casa a mãe é a santa e o filho é o deus, onde fica o espaço do pai?”, questiona Marcia. “Muitos tentam entrar, reconquistar seu espaço, mas outros simplesmente caem fora”, constata.

    O futuro da infantolatria

    Sabendo disso tudo, os pais têm condições de se preparar para evitar os estragos na criação dos filhos. Marcia conta que percebe que as pessoas têm encontrado em sua análise uma saída para a tirania infantil.

    “Não sou adivinha, mas creio que o novo arranjo familiar, em que os pais também assumem funções na criação dos filhos e as mães seguem carreiras por prazer, vá ajudar a mudar o panorama, assim como os arranjos homoparentais que começam a ser mais comuns”, diz, para complementar: “Creio que todos os comportamentos continuarão existindo, mas temos a obrigação de trabalhar para reverter esse quadro. O filho não é o centro porque quer, mas porque o adulto permite”.

    Vera enxerga o futuro da situação de forma um pouco diferente. “Nossa sociedade é muito apressada e, no geral, não dá espaço para a preocupação com o outro. Isso tende a potencializar esse tipo de problema, a naturalizar para a criança o fato de que ela é o que mais importa, como aprendeu em casa com o comportamento dos pais em relação a ela”, finaliza.

    Ler mais: http://www.contioutra.com/infantolatria-as-consequencias-de-deixar-a-crianca-ser-o-centro-da-familia/#ixzz44GLcIrcz
    ⁠⁠⁠⁠01:25⁠⁠⁠⁠⁠

  51. Nossa! parece que você me descreveu! não é nada fácil passar por isso, ultimamente venho passando por isso, meu filho está com 2 anos e 11 meses. Sinto os olhares, morro de vergonha e fico muito nervosa também.

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